Oscar Maroni é um cara de se admirar. Começou, muito anos atrás, vendendo cachorro quente na porta da UNIP, onde conheceu o perfil das suas futuras parceiras de ramo. A formação em Psicologia, paga com os hot-dogs vendidos, ajudou à entender os clientes. Esse know-how somado ao empreendedorismo (que inclui a cara-de-pau, a esperteza e o oportunismo) fez com que ele construisse um imperio de entretenimento de grande fama e prestigio em São Paulo.
Maroni hoje é dono de uma boate, um hotel e uma arena de lutas, tudo no mesmo quarteirão, só falta abrir uma grande churrascaria (ah sim, a carne e as fazendas ele também já tem). Ou pelo menos era o que eu pensava que faltava. Ele discorda de mim e acha que lhe falta o cargo de prefeito de São Paulo, e vai tentar consegui-lo em 2008.
Eu acho que não seria nada mal que finalmente entrasse no governo alguém realmente capaz de botar ordem no puteiro, conforme ele já provou que pode.
E se ele prometer que ao chegar à presidência ao invés de abrir mais vagas para os filhos das p**as, criando mais estados, vai transformar Tocantins na nossa Las Vegas, vai abrir vaga para as mães (com apoio do Gabeira, claro), eu voto nele para presidente em 2016.
Falando sério, está na hora de parar de achar que o governo é instituição filantrópica com o objetivo de dar aos pobres o que eles não tem e colocar empresários que saibam gerir empresas e negócios no poder. Pessoas que encarem o país como uma empresa à beira da falência e forrada de funcionários inúteis que precisam ser aproveitados porque pagos já estão sendo e setores que precisam de melhorias sérias porque funcionam mal e oneram demais o orçamento.
São Paulo