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12/07/08 A Praça da Sé por uma perspectiva oriental

Esse feriado bem no meio da semana tinha tudo para ser um dia gasto só dormindo, comendo e jogando. Num raro momento de animo, achei melhor evitar essa preguica toda e, já que acordei meio dia, subornei o felipe com a promessa de um almoço com picanha e cerveja para darmos um passeio a pé pelo centro de São Paulo.

Promessa feita, promessa cumprida

Descemos na estacao da Luz para visitar a sala São Paulo, que estava fechada. Como saco vazio não para em pé, seguimos para o Viaduto do Chá rumo à picanha, no bar salve jorge. Comidos e bebidos, continuamos o passeio ate a Sé, quando vi algo inustado: três adolescentes japoneses munidos de uma camera de video tentando conversar em ingles com uma policial da guada civil metropolitana, que visivelmente nao estava entendendo nada.

Num misto de autruismo com curiosidade, abordei os quatro e perguntei aos turistas “do you need any help?”. Pelo jeito eles estavam documentando a visita e queriam saber mais sobre a Praça da Sé. As perguntas, dirigidas a mim e a policial, eram sobre a importância histórica do lugar, se era perigoso a ponto de justificar ter tantos policiais e porque era tão cheia. Respondi essa última pergnta dizendo que embaixo da praça fica uma estação de metrô com 2 diferentes linhas que cobrem uma boa parte da cidade, da qual estavamos bem no centro, perto de centros de compras e de vários predios comercias e etc etc. Ento um deles percebeu algo que eu ainda não tinha visto: meus argmentos tornam a Praça da Sé um lugar por onde muita gente deveria passar mas a maior parte das pessoas alí estavam paradas. A escadaria da Sé estava assim:

Escadaria da Catedral da Sé as 14h dum feriado na cidade

O japinha me pegou nessa! Expliquei que alguns (naquela hora, a minoria) eram moradores de rua, outros trabalham na região e encontram com os amigos para beber depois do trabalho ou estão tomando um sol na hora do almoco. Mas nem eu nem ele ficamos satisfeitos com a resposta e até agora eu pergunto: alguém pode me explicar porque tem tanta gente vagabundeando por lá? Vocês que não são de São Paulo: na sua cidade também ha um ponto onde gente desempregada, religiosos e vendedores de souflair roubado se reunem para nada?

Achei engraçado que alguém precise literalmente atravessar meio mundo para me fazer olhar um pouco diferente para o meu próprio quintal.

Categorias São Paulo     comentarios



Comentários





  • Rossana Giansante

    eu nunca havia pensado sobre isso antes, gostei de ter encontrado essa narrativa

  • Felipe Lobo

    É, sabe que eu pensei nisso no dia que eu passei por lá, para ir ao posto da SPTrans - ê vida de pobre - e vi esse monte de gente parado, sentado nas escadarias e apreciando (?!) o céu de São Paulo.

    Engraçado que nenhum deles olhava para a igreja: a escadaria virou uma rampa para tomar sol. Quem são essas pessoas é uma pergunta que eu ainda quero responder…

  • Fernando Souza

    Acho que a questão é que escada é um ótimo lugar pra ficar sentado sem ser perturbado nas ruas da cidade. Uma porque você sai da área de transito de pedestres, outra porque a estrutura da escada propicia o descanso das pernas e o apoio das costas.
    este fenômeno ocorre também nas escadarias do Teatro Municipal e nas escadarias da Gazeta na Av. Paulista

    abs
    http://www.fernandosouza.com.br

  • Iraê

    Eu acho que você perdeu uma chance boa de sentar lá e ficar olhando pro nada pra entender de fato as pessoas.

    Eu, pelo menos, dependendo da companhia, faria isso. Pararia lá e ficaria sentindo um pouco a brisa.

    Mas também penso: Se você fosse encontrar alguém na região, você sabe que a pessoa atrasa ou você sabe que você atrasa, tem lugar melhor pra encontrar? Pensa: As ruasinhas são antipáticas e menos policiadas, e pra sentar tem que ter banco ou?…. escadas… =)