Uma parte de mim é bastante sociável, para o bem e para o mal. Eu não consigo ser puxa-saco mas consigo dizer exatamente o que as pessoas querem ouvir, se eu tenho um bom motivo para isso. Raramente é só para agradar a pessoa, provavelmente, é para tirar fruto do agrado. Eu consigo puxar conversa e dirigi-la bem para isso. E esse é o lado negro da força.
Mas tem gente que realmente me parece interessante e eu dou um jeitinho de conhecer. Tendo em vista que “interessante” pode ser muitas mas muitas coisas, a tendência é que eu conheça bastante gente, de tiazinhas no ônibus à celebridades.
Só que eu tenho um lado sociopata. Não exercito ele mais do que anotar uma série de características mais comuns e definir se é um indicador bom ou ruim. Não é uma regra infalível mas tem uma chance grande de acerto.
Amantes de esportes, ouvintes da Mix Fm, usuários de jargões, colecionadoras de saltos-altos e donos de carros esportes geralmente me matam de tédio.
Gente que lê bastante, gamers, odiadores de praia, comedores de sushi e entendedores de música (do tipo que sabe acordes de guitarra, não que decora nome de EPs de bandas bizarras) me agradam.
De uns tempos para cá, tenho muito mais gente no grupo de desagradáveis do que do grupo de agradáveis. Não é intencional! Muito pelo contrário. Eu e minha mesa de bilhar adoramos receber visitas, meu MSN anda tão vazio quanto minha lista de tarefas (sendo que o ideal é que sejam inversamente proporcionais), e nos ultimos 6 meses devo ter conhecido umas 3 pessoas interessantes.
Eu não sei se eu que estou ficando muito seletiva, com essa mania de olhar torto para tudo ou se o resto do mundo que está maconheiro demais, metido demais, comportado demais, informado de menos. Só sei que eu desisto da idéia de ir à academia toda vez que penso no estereótipo que lá habita e que os únicos desconhecidos com quem converso são posts novos, que não sabem dialogar direito e transformam tudo em monologo.
Mix Tape