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19/08/08 Explorando os pontos fracos da raça humana

Provavelmente quem joga qualquer tipode RPG deve estar familiarizado com o conceito de diferentes raças terem seus prós, contras e peculiaridades. Essa semana mais que nunca eu percebi quais são os pontos fracos da raça humana. Esses pontos são características que se exploradas corretamente podem ser fatais para um humano, levando-o à ruína usando contra ele sua própria natureza.

Um destes pontos fracos é a frase “Toca aqui”, acompanha de uma mão aberta estendida, o High Five. As regras dizem que se alguém lhe diz a tal frase, você tem que bater na mão da pessoa. Do contrario ela fica proibida de abaixar a mão, tornando-a inútil. Chris Harding, o gênio autor das tirinhas We The Robots tem uma série de 3 tiras bem interessante sobre isso: 1, 2 e 3. Podemos concluir então que se um assaltante portando uma arma está com o produto do roubo na outra mão, você pode desarma-lo ou faze-lo soltar o item subtraído simplesmente dizendo “Toca aqui mano”. Salvei sua vida, hum?

Outra frase que abala todo o sistema de raciocínio lógico humano é “eu duvido”. Não funciona com todos humanos mas com os que funcionam basta dizer “Eu duvido que você faça tal coisa” e independente da capacidade ou vontade real de fazer a tal coisa, o humano vai tentar faze-la. Comigo funciona as vezes.

Entretanto, a terceira característica é uma que eu não tenho, e que me levou à suspeitar de que talvez eu a) não seja 100% humana b) tenha alguma falha genética. Esta característica é a reação à frase “Seu tênis está desamarrado”. As pessoas dizem esta frase esperando que você olhe para baixo, constate que seu tênis realmente está desamarrado e entre em pânico instantâneo, erguendo a bunda
e abaixando a cabeça onde quer que você esteja, para amarrar o dito.

Oh noes! Socorro, meu tenis está desamarrado! Chamem minha mãe! A Polícia! Os bombeiros! A guarda florestal.

Só que eu respondo: “Aham, obrigada”, porque eu não sei amarrar tênis e por causa disso descobri que essa história de que se cai por causa de cadarço solto é um misto de folclore com imbecilidade individual de alguns. Mas as pessoas, conhecidos e desconhecidos, em média 5 por dia, que me avisam desta aberração em meus pés não se conformam com a minha reação e insistem no alerta. Achariam mais normal que eu corresse em círculos aos prantos com os braços para o alto do que eu simplesmente dizer que eu sei que meu tenis está desamarrado e vai continuar assim.

Como as vezes isso tudo cansa, pensei em usar crocs, que não tem cadarço e permitem o uso de meias mas GENTE! faz muito mais sentido aporrinhar quem usa crocs, afinal aquilo sim é uma aberração. Mas acho muito mais provável eu me familiarizar com a revelação de que sou um alien do que com aqueles troços. Alguma sugestão melhor?

Categorias Mix Tape, Psicologia Empírica     comentarios



Comentários





  • Marco Gomes

    Dois quotes:
    “eu não sei amarrar tênis”
    “essa história de que se cai por causa de cadarço solto é [...] imbecilidade individual de alguns.”

    Você não sabe amarrar tênis e ainda acha que tem direito de chamar os outros de imbecis? WEEEEIRD! XD

    Belo texto, shareei no meu Reader :)

  • Speakorama! Cultura+Viral+Música+Cinema+Game » Blog Archive » >>Diga Não ao High Five

    [...] texto original você lê aqui, é praticamente um complemento as tirinhas que ela refere, se não for ainda mais [...]

  • tigo di

    legal, texto bom… cuca boa =]
    e o “alface nos dentes”, já tentou ? hehe

  • Lu Monte

    Essa história do cadarço me lembrou a maioria dos motoristas, aqueles mesmos seres estúpidos incapazes de serem minimamente educados ao trânsito, mas que fazem QUESTÃO de te avisar se o seu carro tem alguma coisa fora do convencional, mesmo que seja ÓBVIO que você tenha conhecimento do defeito. Exemplo: quando bateram no meu carro, o porta-malas abriu e não fechou mais. não deu outra: durante todo o trajeto até a seguradora, vááários motoristas faziam questão de sinalizar indicando o porta-malas arregaçado, como se estivessem me fazendo um favor inestimável, e mais: como se eu fosse incapaz de ver a bendita tampa do porta-malas pelo retrovisor. :P

  • Iraê

    Nossa!

    Agora eu suspeitei que eu não sou humano por que eu não te avisei do seu sapato um dia desses. Acho que a primeira vez que a gente tava andando na rua eu vi que tava desamarrado e *incrivelmente* pensei: “Ah, nem conheço ela direito mas aposto que ela tem um motivo pra não estar amarrado”. Eu simplesmente continuei a andar.

    Depois de 5 minutos um transeunte (acho que ele era humano) avisou pra você amarrar, vc fez “Aham, obrigada” e continuamos andando.

    Eu achei isso normal! Pensei: “Ah, viu? Ela nem ia amarrar”.

    Outro pensamento: Eu evito a mesma frase simplesmente dando um laço de uma forma diferente que nunca desamarra. Se alguém fala pra eu amarrar eu penso: “Piada ruim de novo?”

    Dra., eu também sou alien?

    Ótimo texto! Nota 10!