Emotive Hardcore - Música pesada com influências de hardcore e punk rock (especilmente o skate punk) com letras melosas. Certo? Maybe. Sim se você falar de No Use For a Name. Talvez se falar de My Chemical Romance. ‘Ma nem fudenu se tu falar de Fresno’. Porque no Brasil de repente as bandas de emotive hardcore estão soando muito mais ‘Nativa FM’ do que rock. Mas para quem quiser ouvir música, que entre no lasy.fm e se vire.
O Emo começou com o skate punk e as riot girls e essa coisa toda do hardcore californiano. Só que essa coisa toda de ser politizado e defender uma causa, falar mal do governo e queimar soutien estava ficando cansativa para algumas pessoas que só queriam diversão. E neste ponto foram os for funs para o seu lado e os emos nasciam. Relacionamentos afetivos sempre tiveram proporções homericas (ou shaksperianas, melhor dizendo) na vida de adolescentes. O punk rock fazia sucesso e algumas bandas de Washinton DC (não confundir com o estado grunge) resolveram juntar os dois. E ai no middle-80s nascia o emo que se arrastou e modificou até o fim da década de 90 sem ser grande coisa na mídia. O quadro na mídia só mudou quando bandas como Dashboard Confessional começaram a fazer sucesso e daí para frente o emo nunca mais foi o mesmo, a ponto de eu nem saber mais o que diabos é emo em termos de som. Até porque eu gosto é de screamo (a ‘facção’ do emocore mais berrada que existe).
Essa popularização da música acabou gerando uma cultura comportamental e visual. Emos me lembram porings e chuzzle. Eles são coloridos, pululantes, vivem se abraçando e andam em bando. E a fama toda de choradeira e talz ignora um lado muito básico do emo que eu não sei como as pessoas ignorarm: são pessoas EMOTIVAS, que levam muito a sério qualquer emoção. Emos felizes são como as pererecas da Sony Bravia pulando.
É obvio que com emoções negativas o extremo oposto acontece. E é por isso que eu acho que São Paulo carece de mais emos com mais de 18 anos. Os emos são pessoas sentimentais capazes de se condizer da dor alheia. Falta o resgate das origens punk para que eles tomem alguma atitude sobre isso. E quer lugar que precise de mais atitude do que essa goddam cidade em guerra? Eu percebi isso ouvindo a regravação de Under Presure feita pelas bandas Used e My Chem Romance (duas das mais famosas da cena emo). "Why can’t we give love that one more chance?" dizia Freddy Mercury e David Bowie na versão original. "This is our souls under presure": com medo de ser atacado por um molotov nos ônibus, com medo de andar de iPod na rua, sabendo que vai ter eleições e poucos problemas hão de ser resolvidos.
Os emos me lembram os hippies em tudo: um povo na deles querendo viver numa ilha de paz e perfeição. São um bando de utópicos mas com essa realidade nojenta que vivemos, porque não sonhar? E os outros que se danem… ou virem emo =D. Na verdade acho que no fundo todos os cidadãos de bem querem mesmo um mundo ‘onde todas as pessoas possam se abraçar o tempo todo’ (definição tosca de emo que eu li na revista época). E porque não?
"I Keep coming out with love but is so smashed and torn". Emos são sexualmente tolerantes. Um bando de pan sexuais por farra… mas é um bom começo termos adolescentes assim, já que no futuro serão pessoas sexualmente tolerantes, mesmo que se deem conta que são heteros facilmente influenciáveis pela moda. Apanham com frequencia coitados, de skin heads, punks e qualquer outro gênero de pessoas entediadas. E quantos emos você já viu espancando pessoas por ai? Não me diga que eles são um banco de fracotes, isso são os indies magrelos e óculos. No fundo são um bando de crianças pedindo amor. E porque não?
Comunidade: Por um PCC mais emo no orkut.
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