São 17 horas do segundo dia da campus party mas só agora deu para sentar um pouco e escrever sobre o primeiro dia.
A Chegada
O site informava que o credenciamento começava meio-dia. Resolvi chegar um pouco mais tarde e evitar filas mas não adiantou. As 13h30 a fila estava imensa e para conseguir entrar foram quase três horas de espera. Menos mal que a interação social já começou na própria fila, encontrando pessoas já conhecidas. Depois de entrar, uma rápida fila para identificar os equipamentos e uma fila demorada para conseguir barraca.
Primeiras Impressões
A abertura oficial só começaria 23 horas. Então depois de jogar as bagunças na barraca e montar o computador na área comum, foi hora de conhecer os amigos dos amigos que estavam por perto. Grupos montados, fomos explorar a área de exposições, situada no terreo e aberta ao público. Para quem está inscrito, é unanime: o maior atrativo dos stands são os brindes.
A Abertura
Ministro Gilberto Gil, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, escolas de samba e o robô Quasi. Essa foi a receita da organização da Campus Party para a abertura mas não ficou só nisso. Os participantes adicionaram aos discursos seus protestos. Algumas pessoas e seus notebooks reunidos formando a frase “Ministro, paga meu cartão também?” na frente do palco; outros, de longe, usavam serviços de comunicação instantânea para pedir ao prefeito a reabertura do Stand Center e da casa noturna Madame Satã. Apesar da ‘formalidade’ da abertura, a maioria dos campuseiros já estava bem à vontade, passeando pela bienal de chinelo.
Madrugada Chega
Todos os pontos de venda de comida estavam fechados depois da apresentação. Apesar de muita gente reclamando da fome, poucos conseguiram encontrar comida nos arredores do parque. O jeito era ignorar a fome se divertindo no computador.
Com a marugada chegando, a quantidade de gente nas bancadas diminuia gradualmente. Não raro, ao seguir para a rampa que dá acesso às barracas era vaiado e acompanhado de gritos brincalhões de ‘fraco’ e ‘arregão’, mas os relatos de hoje de manhã confirmam: era preciso ser forte para deixar a conexão de 5G que o evento oferece. Apesar dos engasgos do Wi-Fi, a conexão à cabo fez bonito e deixou muita gente impressionada.
Hora de Dormir
Foi montada uma estrutura na parte de fora da Bienal com chuveiros aquecidos, com acesso direto do andar das barracas. O ‘vestiário’ estava satisfatótio, mas a falta de cortina nos boxes internos deixou muita gente constrangida. Banho tomado, pijama vestido, hora de ir para as barracas. Felizmente, mesmo enquanto muitos ainda estavam acordados, o andar das barracas estava silencioso; ouviam-se alguns barrulhos de bombas de ar enchendo colchões e um eventual grito vindo da área de games mas nada que atrapalhasse o sono. Eventuais brincadeiras entre amigos foram feitas em silêncio, e este durou até as 8, quando os campuseiros começaram à acordar para o segundo dia.
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