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10/10/08 Uma vez por ano até que aparece um site legal

O chato de trabalhar com o que se gosta (no meu caso comunicação online) é achar tudo da área muito normal, banal e as vezes até mesmo atrasado, como o Google Chrome, que acabou saindo até na capa da Veja e de mim só conseguiu um “demorô hein?!”.

No geral, as coisas que me surpreendem são as que caem na categoria ‘como eu não pensei nisso antes’ ou ‘que bom que mais alguém pensou nisso, e fez’.

Segunda-feira comecei pensando na continuação do meu projeto de morar à cada vez menos quilometros de distância da Avenida Paulista. O próximo passo deve ser ir para o Alto do Ipiranga, nos arredores da estação de metrô. É uma região que eu conheço pouco e a dificuldade de procurar um imóvel na internet me fez mandar para uma lista de discussão um e-mail dizendo que eu “Queria um site em que você clique num ponto do mapa e mande ele caçar todos os imóveis à venda e\ou para alugar num raio de x quilometros”. E para minha surpresa,me responderam que existe um assim em SP!

O site da imobiliária Coelho da Fonseca permite navegar pela cidade via Google Maps e ver os imóveis que eles estão agenciando. COISA LINDA DE DEUS (e um belo trabalho da Liga DG)! Quem já procurou imóvel online sabe que poucos sites são realmente funcionais e o quanto uma ferramenta de navegação pelo mapa assim é uma mão na roda. Veja um exemplo:

Outro site bacana que eu conheci à bastante tempo mas só passei à usar essa semana é o Blip.fm. Mais uma rede social (bocejo) mas focada em música. Seu slogan é “Become a DJ” e funciona de forma simples, em 3 páginas principais:

Sua home: mostra todas as músicas que você e seus amigos postaram no site, em ordem cronológica descendente, como num blog ou no twitter. A partir dessa página você pode ‘blipar’ uma música que o site tenha. Se ele não tiver a música, na área de configurações do seu perfil você pode fazer o upload de qualquer música.

Sua página: mostra só as músicas que você postou

Sua playlist: é uma página de “favoritos”, já que em todas as outras páginas (de seus amigos ou não) você pode marcar uma música com uma estrelinha para salvar a música como favorita. Nessa página, você pode organizar a ordem em que as músicas aparecem.

Descobri umas músicas muito interessantes já como Pavements, da Adele (via Babee) e Rubber Traits do Why? (via powbangpop). Alias, tenho usado muito mais para fuçar no perfil dos outros (ao contrário do Orkut, no Blip.fm isso não é indelicado ou invasivo) do que para alimentar o meu perfil. Quem criar conta lá, deixe o link ai nos comentários e um breve resumo do gosto musical =).

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3/03/08 Trabalhando fora da empresa sem ficar isolado

Quem é profissional de tecnologia sempre imagina a possibilidade de trabalhar de casa, seja como freelance ou como empregado de uma empresa trabalhando remotamente. Eu nunca tive essa oportunidade por mais que alguns dias (ok, eu nem tinha residência fixa ano atrás).

Aprendi com a minha mãe, que tem uma empresa em casa há no mínimo 7 anos (ou mais), que é preciso tomar cuidado com disciplina e separação, que atender telefonema de cliente de domingo é errado, tão errado quanto estar na cama as 11 da manhã duma quarta-feira. E que ainda assim, as vezes acontece. Porém ela trabalha com prestação de serviços e passa o dia falando com clientes e gente daqui e lá, visita clientes e fornecedores, interage com humanos.

Eu, que se fosse um dia trabalhar de casa ia interagir com bem menos gente, me preocupo sempre com essa questão do isolamento. Acho que ia me fazer mal ficar o tempo todo em casa e penso em alternativas para interagir com mais gente. A alternativa que mais me anima é aproveitar o tempo que economizaria de transporte e usar para fazer um curso divertido qualquer, como artesanato ou francês: isso garante conhecer gente com pelo menos um interesse em comum. Pensei em outras coisas, como trabalhar de vez em quando do escritório do cliente ou de algum local público com internet e se não interagir com, ao menos ver pessoas. Hoje há em São Paulo várias opções, como esse mapa colaborativo demonstra.

Você consegue imaginar a cena de um profissional levando seu escritório numa mochila para um starbucks, se esse ‘escritório’ todo for um celular e um notebook? Eu consigo. E se for um desktop completo, com monitor CTR e demais periféricos? Ai é complicado, exagerado e ninguém faria isso, certo? Errado. Veja fotos e vídeos de gente trabalhando no starbucks com desktop e tudo! Surreal.

E com certeza estas pessoas não estão pensando em manter relações sociais ativas, só querem mesmo comprar um frapuccino e ganhar conexão com internet. Claro, eles não vivem em São Paulo: aqui tem quem tenha medo de andar com o note escondidinho na bolsa, imagina carregar um PC Desktop completo? Medo.

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12/12/08 Primeiro dia na Campus Party

São 17 horas do segundo dia da campus party mas só agora deu para sentar um pouco e escrever sobre o primeiro dia.

A Chegada
O site informava que o credenciamento começava meio-dia. Resolvi chegar um pouco mais tarde e evitar filas mas não adiantou. As 13h30 a fila estava imensa e para conseguir entrar foram quase três horas de espera. Menos mal que a interação social já começou na própria fila, encontrando pessoas já conhecidas. Depois de entrar, uma rápida fila para identificar os equipamentos e uma fila demorada para conseguir barraca.

Primeiras Impressões
A abertura oficial só começaria 23 horas. Então depois de jogar as bagunças na barraca e montar o computador na área comum, foi hora de conhecer os amigos dos amigos que estavam por perto. Grupos montados, fomos explorar a área de exposições, situada no terreo e aberta ao público. Para quem está inscrito, é unanime: o maior atrativo dos stands são os brindes.

A Abertura
Ministro Gilberto Gil, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, escolas de samba e o robô Quasi. Essa foi a receita da organização da Campus Party para a abertura mas não ficou só nisso. Os participantes adicionaram aos discursos seus protestos. Algumas pessoas e seus notebooks reunidos formando a frase “Ministro, paga meu cartão também?” na frente do palco; outros, de longe, usavam serviços de comunicação instantânea para pedir ao prefeito a reabertura do Stand Center e da casa noturna Madame Satã. Apesar da ‘formalidade’ da abertura, a maioria dos campuseiros já estava bem à vontade, passeando pela bienal de chinelo.

Madrugada Chega
Todos os pontos de venda de comida estavam fechados depois da apresentação. Apesar de muita gente reclamando da fome, poucos conseguiram encontrar comida nos arredores do parque. O jeito era ignorar a fome se divertindo no computador.
Com a marugada chegando, a quantidade de gente nas bancadas diminuia gradualmente. Não raro, ao seguir para a rampa que dá acesso às barracas era vaiado e acompanhado de gritos brincalhões de ‘fraco’ e ‘arregão’, mas os relatos de hoje de manhã confirmam: era preciso ser forte para deixar a conexão de 5G que o evento oferece. Apesar dos engasgos do Wi-Fi, a conexão à cabo fez bonito e deixou muita gente impressionada.

Hora de Dormir
Foi montada uma estrutura na parte de fora da Bienal com chuveiros aquecidos, com acesso direto do andar das barracas. O ‘vestiário’ estava satisfatótio, mas a falta de cortina nos boxes internos deixou muita gente constrangida. Banho tomado, pijama vestido, hora de ir para as barracas. Felizmente, mesmo enquanto muitos ainda estavam acordados, o andar das barracas estava silencioso; ouviam-se alguns barrulhos de bombas de ar enchendo colchões e um eventual grito vindo da área de games mas nada que atrapalhasse o sono. Eventuais brincadeiras entre amigos foram feitas em silêncio, e este durou até as 8, quando os campuseiros começaram à acordar para o segundo dia.

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12/12/08 Campus Party (ou: “A Primeira excursão de escola desde que me formei”)

Estão falando muitas coisas sobre campus party: do aspecto nerd, do aspecto revolucionário (se é que há algum), de hypes, da internet fenomenal… mas o que pareced que ninguém percebeu é que aqui o clima é exatamente o de uma viagem com a escola.

Diversão não falta: internet, televisão, massagem, touro mecânico e um parque inteiro. Nem precariedade: dormir em barraca sem colchonete, tomar banho coletivo (constrangedor demais!) e viver de trakinas, se você não contratou o pacote alimentação. E fofoca, muita fofoca! Todo mundo tem um curriculo que é passado para os outros ao pé do ouvido por terceiros. E como só passamos da primeira noite, logo devem ter os boatos de quem dormiu na barraca de quem, quem contrabandeou vodka, quem foi visto de pijama mas sem roupas debaixo.

Só faltaram as canções no fundo do ônibus mas o restante é tudo tipicamente escolar! Certeza que não tarda para começarem a premiar os sonolentos com maquiagem de pasta de dente,

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27/27/07 Notícia: “Moça calota grande empresa e alega: ‘They Made Me Do It’.”

Eu já falei que a Tim[bb] é a minha operadora favorita? Sério! Sempre que me bate uma falta de idéia e o blog ameaça entrar em hiatus a Tim me dá de graça sem precisar fazer nenhuma recarga um tema de post.

Como eu não sou pró-blogger e vivo pobre, estou com uma conta atrasada. Fui no site emitir uma segunda via para poder pagar e, como nunca acessei a área restrita antes, fui ver como que se fazia isso:

tim.JPG
Reparem na coesão entre texto e ilustração! “Não use espaços, deixe para nós” =P Além disso, ao dizer “não use zero”, eles não deixam claro que o 0 que não deve ser usado é o do código de área. Não que essa parte eu não tenha entendido mas se o Zé, dono do celular 8200-4567 tentar acessar à área restrita sem o 0 do telefone dele, terá sérios problemas.

Detalhes bobos à parte, eu, titular da linha, acessei o auto atendimento e pedi minha conta…

Tim
Socorro! Estou no auto atendimento e preciso ir até o auto atendimento habilitar a opção que vai me permitir me auto-atender e pagar logo a conta, mas onde fica essa opção para habilitar? Em lugar nenhum. Provavelmente perceberam que não fazia sentido habilitar um serviço de auto atendimento dentro dele mesmo e tiraram.

Agora, cara Tim, só me resta calotar vocês :)

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