Eis que o Brasil há de ir para frente. Longe das salas de aula, da conscientização dos jovens ou do desenvolvimento economico, a solução para o país veio do Procon de Goiás e é simples: Banir o game shooter Counter Strike e o mmorpg Everquest do território nacional. Segundo consta no site do Procon-Go o Counter Strike é o possível culpado pela eficiência dos traficantes de drogas, especialmente os cariocas, em conseguir armamento e usa-los contra a polícia.
Já o Everquest contém missões com fins e meios bons e maus. Não podemos dar opções más para as pessoas, afinal, nascemos bons e permanecemos assim até que o Everquest nos mostre, por exemplo, que é possível mentir para conseguir um prêmio.
Deixando a ironia de lado, acho tudo isso fruto de gente com pouco conhecimento no assunto e acho fora de timming (Counter Strike foi moda por aqui em mil-novecentos-e-geocities). Desenvolvi minah opinião com mais calma e profundidade num comentário neste post do Sergio Amadeu, entretanto lá não disse o que realmente me incomoda.
Por mais surreal e estapafurdio que seja, se decisão de banir o CS e o Everquest do país seja realmente acatada, posta em prática e tudo, abrem-se precedentes juridicos. Ao meu entender de leiga, se podem proibir o Everquest por conta das missões que “vão de mentiras, subornos e até assassinatos” (sic), acredito que o mesmo valeria para outros games com quests semelhantes, como por exemplo o World Of Warcraft. Minha única esperança não reside em nenhum juiz de bom senso e sim nos advogados da EA Games e da Sony.
Entretanto, alguém acha que tirar um jogo das lojas vai fazer ele parar de ser baixado por torrents, distribuido em CDs piratas e jogado livremente? Com a proibição oficial, só que perde mesmo são as Lan Houses.
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