Que eu sou tão meiga e delicada quanto o pedro de lara, todo mundo sabe. Mas o que as pessoas não sabem é que por trás dessa cara de Mandy
, tem uma pessoa que se importa muito com as relações sociais. E que relações sociais, especialmente com desconhecidos, dependem de vários valores básicos de civilidade.
Alguns exemplos de como a civilidade faz toda a diferença podem ser dados usando como cenário o Metrô. Sair pelo lado certo do trem, manter-se parado somente à direita da escada por exemplo, são orientações bem explicitas que algumas pessoas são incapazes de compreender. Como cartazes se mostraram pouco efetivos, desenvolvi uma técnica pessoal para ajudar na educação da comunidade. Estação Sé, 18h45, desembarcando da linha vermelha vejo pessoas tentando entrara pela saída. Qual a minha responsabilidade enquanto cidadã? Orienta-las, óbvio. De modo claro, sucinto e eficaz. Então o que eu faço? Paro na frente da pessoa e berro a plenos pulmões:
“A entrada é pelo outro lado, idiota burro(a)!”
Com a minha voz de taquara rachada, isso assusta, ensurdece e ainda faz doer o cérebro de quem temum.
Quero que estes episodios se espalhem, que as pessoas tenham medo desse grito, que minha aparência seja deformada durante o boca-a-boca e de uma ruiva de 1.60 eu vire um Hell Angel e as pessoas se caguem de medo de serem escrotas porque podem cruzar com o fatal berro da civilidade.
Será que vai funcionar?
P.S.: Um dia desses eu realmente fiz isso e uma das pessoas respondeu que “Nóis é esperto, idiota é você”.
Comportamento, Diversão, São Paulo