Grafite no Brasil, especialmente em São Paulo, é visto como arte e como vandalismo simultaneamente. Enquanto a polícia segue com a sua nada simpática prática de fazer grafiteiros engolirem valvulas (a tampinha da lata de spray), os Gemeos foram tema recorrente de reportagens e exposições aqui no Brasil e no exterior, especialmente em NY.
O cidadão comum em seus trajetos diários não percebem o que é pichação, o que é grafitti, o que é publicidade, o que é sujeira (que muitas vezes é publicidade).
Mas um cidadão mais atento, de nome Alexandre Orion conseguiu reparar num tunel a sujeira. Até porque só havia sujeira. Com uma idéia na cabeça e um pano na mão resolveu fazer um “graffitti” limpando (chamado de reverse graffitti) as paredes do túnel. Sim, LIMPANDO.
Uma atitude louvável, ainda mais em uma cidade que tem uma lei conhecida ‘Cidade Limpa’. Arte e serviço social, certo? Bom, seres menos ‘iluminados intelectualmente’ previamente citados neste texto e conhecidos como “puliças” não enxergaram assim e foram atrás do cara, que teve pelo jeito um bom trabalho para se explicar.
O acontecimento virou um vídeoclipe no qual destacam-se 3 coisas:
view video1 - A quantidade de policiais deslocados para autuar o cidadão que estava limpando o túnel foi exageradamente grande.
2 - O reverse graffitti, claro, formando um desenho de um ossário dando um clima de catacumba para o túnel.
3 - A ‘ignorânça’ das ‘otoridades’, que decidiram que já que a sujeira do túnel virou arte, era uma boa hora para chamar os garis para limpar (e estragar tudo).
O fim é triste mas o processo interessante e vale a pena ver.
Via: Flávia Durante & YB
São Paulo, YouTube
(2) Comentários Oscar Maroni é um cara de se admirar. Começou, muito anos atrás, vendendo cachorro quente na porta da UNIP, onde conheceu o perfil das suas futuras parceiras de ramo. A formação em Psicologia, paga com os hot-dogs vendidos, ajudou à entender os clientes. Esse know-how somado ao empreendedorismo (que inclui a cara-de-pau, a esperteza e o oportunismo) fez com que ele construisse um imperio de entretenimento de grande fama e prestigio em São Paulo.
Maroni hoje é dono de uma boate, um hotel e uma arena de lutas, tudo no mesmo quarteirão, só falta abrir uma grande churrascaria (ah sim, a carne e as fazendas ele também já tem). Ou pelo menos era o que eu pensava que faltava. Ele discorda de mim e acha que lhe falta o cargo de prefeito de São Paulo, e vai tentar consegui-lo em 2008.
Eu acho que não seria nada mal que finalmente entrasse no governo alguém realmente capaz de botar ordem no puteiro, conforme ele já provou que pode.
E se ele prometer que ao chegar à presidência ao invés de abrir mais vagas para os filhos das p**as, criando mais estados, vai transformar Tocantins na nossa Las Vegas, vai abrir vaga para as mães (com apoio do Gabeira, claro), eu voto nele para presidente em 2016.
Falando sério, está na hora de parar de achar que o governo é instituição filantrópica com o objetivo de dar aos pobres o que eles não tem e colocar empresários que saibam gerir empresas e negócios no poder. Pessoas que encarem o país como uma empresa à beira da falência e forrada de funcionários inúteis que precisam ser aproveitados porque pagos já estão sendo e setores que precisam de melhorias sérias porque funcionam mal e oneram demais o orçamento.
São Paulo
(4) Comentários Odeio gastar meu dinheiro em lugar que me atende mal. Eu e o resto do mundo provavelmente, então lá vai a minha péssima experiência com o restaurante Brevità:
Pedi um Parmigianna de Frango. Valor do cardápio do site: 12,50. Valor à ser cobrado: 21,40. Percebi a discrepância na hora mas acabei nem discutindo muito com a atendente, sites sem atualização são normais e um contato educado pelo “fale conosco” do site poderia resolver e, talvez, me render um próximo almoço de graça. Detalhe: é claro que eu não tinha 21,40, só tinha R$ 20 mas as moedas no fundo da mala resolveriam.
Ai o parmigianna chega. De carne vermelha. Isso explica a diferença de preço mas não a burrice da atendente. Eu disse claramente “de frango”, até porque eles servem uns 6 tipos de parmigiana, entre a variedade do prato e do acompanhamento. Abro a embalagem e encontro uma carne com molho e um saquinho de queijo ralado para macarrão. Cadê o provolone derretido em cima do filé? Esse troço ralado é, no máximo, ingrediente de Cheetos Sabor Chulé. Fome. Vai assim mesmo. Tiro os talheres da embalagem, tento cortar o filé. A ponta da faca voa para uns metros longe de mim. Faca de bolo de aniversário, só pode. Se eu estivesse no trabalho, na minha mesa, como quase todo mundo que pede delivery a uma da tarde ia ter que comer que nem uma barbara troglodita. Não que eu não goste :) mas para tudo tem ocasião.
Mas a prestativa faxineira da empresa me saltou um par de talheres de metal para eu poder comer. Comer o arroz com tempero de Gohan. Sim, gohan, aquele arroz de japonês sem sal, tempero ou gosto. Se estivesse papa, eu ia achar que liguei para o China In Box. Ah! Mas eu liguei para o China in Box. Os dois são a mesma empresa. Isso explica.
Eu já sabia que chineses não usam talheres nem comem arroz com gosto. Deveria prever que não sabem fazer parmigiana. Mas que eles são surdos e burros é novidade. Fica anotado.
UPDATE: Horas mais tarde alguém de lá me ligou, provavelmente porque eu enchi o saco do motoboy com a diferença de preço, me dizendo que a atendente anotou errado e que eu tenho 10% de desconto nas próximas 3 refeições. Nem tão mal.
Compras, Serviços, São Paulo
(4) Comentários Eu, que moro à pouco tempo no bairro do Tucuruvi, achei intrigante alguns cartazes do Guarda Luizinho. Eles consistem em uma frase ‘moral-da-história’ sobre não ser atropelado e morrer só por causa de pressa, uma foto do sr. Guarda e uma URL. Os cartazes, que estão nas paredes de algumas casas e num boteco entre minha casa e o metrô, me fizeram imaginar que fosse marketing de guerrilha ou alguma figura lendária do bairro.
Hoje, durante um periodo de ócio, lembrei da URL (www.guardaluizinho.com.br , óbvio) e resolvi acessar e descobrir mais sobre esta figura. Ele não é lendário no bairro e sim no centro, mais precisamente na Praça Ramos, onde fica o teatro municipal. Saiba mais sobre ele (extraido da área Apresentação, no site):

“Luiz Gonzaga Guarda Luizinho Leite, o Guarda Luizinho da Praça Ramos de Azevedo (…) Fez um curso de datilografia no Grêmio Estudantil Saturno em 1961 (…) passando posteriormente a prestar vestibular na faculdade Karnic Basarian FKB em 1981, onde hoje tem curso superior incompleto. O Guarda Luizinho tem em sua vida profissional um currículo diversificado, haja vista que foi tintureiro do ano de 1952 à 1958(…)”
Bom, parece que o ’seu guarda’ Luizinho é mesmo gente boa, querido, empenhado e um profissional competente mas também é claro que ele precisa de um designer e um redator. Ou eu estava certa sobre ser marketing de guerrilha, e ele é cliente de uma mega agência daquelas que sabe que o tosco sempre se espalha.
Diversão, Publicidade, São Paulo
nenhum comentário Que eu sou tão meiga e delicada quanto o pedro de lara, todo mundo sabe. Mas o que as pessoas não sabem é que por trás dessa cara de Mandy
, tem uma pessoa que se importa muito com as relações sociais. E que relações sociais, especialmente com desconhecidos, dependem de vários valores básicos de civilidade.
Alguns exemplos de como a civilidade faz toda a diferença podem ser dados usando como cenário o Metrô. Sair pelo lado certo do trem, manter-se parado somente à direita da escada por exemplo, são orientações bem explicitas que algumas pessoas são incapazes de compreender. Como cartazes se mostraram pouco efetivos, desenvolvi uma técnica pessoal para ajudar na educação da comunidade. Estação Sé, 18h45, desembarcando da linha vermelha vejo pessoas tentando entrara pela saída. Qual a minha responsabilidade enquanto cidadã? Orienta-las, óbvio. De modo claro, sucinto e eficaz. Então o que eu faço? Paro na frente da pessoa e berro a plenos pulmões:
“A entrada é pelo outro lado, idiota burro(a)!”
Com a minha voz de taquara rachada, isso assusta, ensurdece e ainda faz doer o cérebro de quem temum.
Quero que estes episodios se espalhem, que as pessoas tenham medo desse grito, que minha aparência seja deformada durante o boca-a-boca e de uma ruiva de 1.60 eu vire um Hell Angel e as pessoas se caguem de medo de serem escrotas porque podem cruzar com o fatal berro da civilidade.
Será que vai funcionar?
P.S.: Um dia desses eu realmente fiz isso e uma das pessoas respondeu que “Nóis é esperto, idiota é você”.
Comportamento, Diversão, São Paulo
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