Eu, que moro à pouco tempo no bairro do Tucuruvi, achei intrigante alguns cartazes do Guarda Luizinho. Eles consistem em uma frase ‘moral-da-história’ sobre não ser atropelado e morrer só por causa de pressa, uma foto do sr. Guarda e uma URL. Os cartazes, que estão nas paredes de algumas casas e num boteco entre minha casa e o metrô, me fizeram imaginar que fosse marketing de guerrilha ou alguma figura lendária do bairro.
Hoje, durante um periodo de ócio, lembrei da URL (www.guardaluizinho.com.br , óbvio) e resolvi acessar e descobrir mais sobre esta figura. Ele não é lendário no bairro e sim no centro, mais precisamente na Praça Ramos, onde fica o teatro municipal. Saiba mais sobre ele (extraido da área Apresentação, no site):

“Luiz Gonzaga Guarda Luizinho Leite, o Guarda Luizinho da Praça Ramos de Azevedo (…) Fez um curso de datilografia no Grêmio Estudantil Saturno em 1961 (…) passando posteriormente a prestar vestibular na faculdade Karnic Basarian FKB em 1981, onde hoje tem curso superior incompleto. O Guarda Luizinho tem em sua vida profissional um currículo diversificado, haja vista que foi tintureiro do ano de 1952 à 1958(…)”
Bom, parece que o ’seu guarda’ Luizinho é mesmo gente boa, querido, empenhado e um profissional competente mas também é claro que ele precisa de um designer e um redator. Ou eu estava certa sobre ser marketing de guerrilha, e ele é cliente de uma mega agência daquelas que sabe que o tosco sempre se espalha.
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nenhum comentário Então prepare o estomago!
Espalhadas na web há coisas que são tão toscas, que só resta como esperança acreditar que são uma grande palhaçada, uma brincadeira. Que essas coisas são propositalmente toscas para que se tornem virais, conteúdos que se espalham rapidamente pela internet.
Uma dessas coisas é a coleção de papeis de paredes do Guaraná Dolly. Abaixo, um exemplo da beleza destes wallpapers:
Lá no site da dolly tem mais um monte. Pecam por serem feios, por serem veiculados num site tosco, por ofenderem designers e até photoshoppers em geral.
Mas é a Dolly e, além de termos a esperança que foi feito toscamente para viralizar, o público alvo de um guaraná f*dido destes já está familiarizado com as tosqueiras em outras mídias que a Dolly propaga e talvez ache legal. Só que agora quem fez uma dessas coisas que de tão bizarras devem ser propositais foi a Microsoft.
Ao contrário do Dolly, o público alvo do Windows Vista não é povão-tosqueira-rede-globo-carnval. Segundo informações, o briefing de peças para o Windows Vista diz que “O target do vista é um público que gosta de gagets, ligado em tecnologia e sempre a frente do seu tempo”. Mas acho que alguém não leu isso.
No site ‘do Rafa e da Tati’ o internauta vê alguns vídeos sobre como o Vista pode ajudar no dia-a-dia e pode mandar os seus prórpios vídeos para a promoção e concorrer à um computador novinho com Windows Vista. Legal né? User generated content, inteligência coletiva e etc, várias coisas que estão em voga.
Só que o computador é um “super PC MegaHome MQ Series”, os vídeos parecem uma fotonovela feita por adolescentes entediados e o layout do site , bem, é esse ai:
O conjunto da obra é de dar medo. Eu tive a paciência de ver alguns vídeos e os dialogos são babacas, não há definição melhor. E por mais que falem mal dos “sobrinhos”, micreiros e afins, a cagada o site foi feito por uma grande agência de publicidade (TV1).
Deve ser de propósito, não é possível que não seja um daqueles virais “fale mal mas fale de mim”. E se é, fizeram uma merda tão grande que deu certo. Meus parabéns.
E para ganhar a promoção e o computador, deve ser bem fácil já que é só fazer um vídeo um pouco menos pior dos que os que estão lá.
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(29) Comentários A nova campanha publicitária da Converse (fabricante do All Star, para os desavisados) chega com um slogan que diz bastante sobre a marca: “Use a alma pelo lado de fora”. Perfeito. All Star não é só tênis e Apple não é só computador. Ambos são pequenos indícios de estilo de vida.
No caso do All Star, já há mais de uma geração de consumidores: os roqueiros cabeludos do fim dos anos 80 \ começo dos 90 envelheceram, alguns estão até ficando carecas mas muitos ainda se mantém fiéis à marca.
A nova geração (emos, modernos e outros estereótipos), público alvo da propaganda, tirou o All Star da ‘marginalidade’, combinando o tênis com roupas limpas =D de modo à fazer o All Star cair bem não só em shows de rock mas também no ambiente de trabalho e em passeios mais ’sofisticados’ mas sem perder completamente o espírito rebelde que fazia parte da marca na década passada.

Porém não é bem disso que a campanha “Use a alma pelo lado de fora” trata. Cada vez mais a “emoção”, o estilo emocore e os sentimentos à flor da pele ganham espaço no mundo jovem e nas rádios nos iPods. A campanha consegue associar o All Star ao emo de modo indireto, sem se associar à todos os preconceitos ligados ao termo e ainda remete à alma rebelde, para os que tem uma.
Pode ser coisa de fan-boy (ou fan-girl no meu caso) da marca mas achei a campanha bem sacada.
Mais fotos da campanha podem ser vistas nos links abaixo:
Cartaz 1 Cartaz 2
Cartaz 3 Cartaz 4
Cartaz 5 Cartaz 6.
O site da campanha é www.converse-allstar.com.br
[BL] Emo, Tênis, All Star, iPod, Mp3 Player, Apple, Puma[/BL]
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(22) Comentários Não é a toa que eles faliram aqui no Brasil: todo mundo que instalava o cd acabava sem computador.
A revista norte-americana PC World lançou uma pesquisa com seus leitores para descobrir quais foram os produtos (softwares, sites, features, etc) mais irritantes já lançados relacionados à informática.
A lista inclui 2 versões do Windows, o Windows ME (vulgo Merda Edition) em segundo colocado e o Windows Vista em nono, enquanto o Windows Update, que atualiza o OS da Microsoft desde 1998, ficou em oitavo. Mas nem a odiada companhia de Redmond conseguiu superar os CDs de internet gratuita da AOL

Era um CD que lhe dava mais de 100 horas grátis de uso do provedor da America OnLine. Não se sabe se eram todos os um bilhão de cds produzidos entre 1993 e 2006 que faziam com que o seu computador nunca mais funcionasse, mesmo desinstalando o malware programa, mas muitos acreditam que sim.
Depois do software da AOL instalado, só a formatação salvava. Exceto os técnicos de computador, eu e o seu vizinho, que eram quem formatavam as máquinas em troca de R$ 30, todo mundo odeia estes CDs, que chegavam pelo correio, junto á revistas, pelas mãos promotoras em lugares estratégicos como a papelaria Kalunga, através de seu vizinho legal… enfim, não importa, eles chegavam à todos os lares, informatizados ou não.
A lista completa:
É interessante ver que coisas antigas, como o Bonzi Buddy (de 99) estão lado à lado com “novidades” como o Windows Vista (2007) e MySpaces (2003). Isso só mostra que certas brilhantes idéias dão tanta mas tanta dor de cabeça para o usuário, que criam antipatia imediata e irremediavelmente. Imagino o que os criadores do Real Player, por exemplo, pensam ao saber que nenhum vírus foi lembrado como mais chato do que o produto deles. O pior é que eles devem estar ricos e eu, que nunca atrapalhei a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, não. =)
Fonte: PC World
[BL] Anti-Virus, Windows Vista, Windows, Monitor 19″, Monitor LCD[/BL]
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(7) Comentários No livro Sonhos de Bunker Hill o alter-ego de John Fante, Arturo Bandini, conhece uma escritora que o chateia profundamente por sempre citar nomes de pessoas que nem sempre Arturo conhecia e aparentemente não se importava em não conhece-las. E eu me senti como o Arturo nessa situação lendo Os piores textos de Washington Olivetto.
Verdade seja dita: escrevo esse texto tendo lido pouco mais da metade do livro mas não lí o resto porque achei extremamente CHATO. Sobram citações que tratam como amigos íntimos cidades européias, restaurantes que eu nunca ví e grifes que eu nem sabia que existiam. Não que isso seja extremamente ruim mas o excesso dessas citações faz com que todas se tornem irrelevantes. Exemplificando: se eu leio um texto que diz “Em uma de minhas viagens para o hotel [NOME], um tradicional e imponente hotel, localizado numa pequena cidade numa região montanhosa da França” provavelmente eu pesquisaria sobre o hotel que eu não conheço, já que a citação nominal do tal lugar denota que ele é a coisa mais interessante da frase. Mas ao citar o nome da cidade, do hotel, do consierge, do maitrê, do prefeito da cidade e muito mais, tudo passa a ser irrelevante e eu não vou me dar ao trabalho de pesquisar algo irrelevante. Só que no fim eu leio, perco todos os detalhes aos quais os nomes fazem referencia e acho o livro um porre.
Ok, podem me mandar resignar-me à minha condição ignorante e botar na cabeça que o target do livro não seja o “povão” só que ainda assim me causa estranhamento já que o autor é um especialista em comunicação para as massas. Ou talvez o título seja a verdade e não uma falsa modéstia.
E essa coisa toda de perder tempo com algo que não é do meu interesse poderia ter sido evitada se eu usasse os serviços que eu já conheço. O site What Should I Read Next? responde exatamente essa pergunta, se você informar o título ou o autor do que você leu. Para quem não pode se dar ao luxo de comprar um monte de livros ruins e não tem amigos com recomendações boas, este simples serviço, que funciona do mesmo modo que o last.fm mas de modo simplificado, pode ser bem útil.
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