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12/12/07 Transforme sua casa em um Parque de Diversões

Comidas de Parquinhos

Para quem não sabe, em qualquer momento entre 1 e 50 dias eu estarei de mudança para um aconchegante (minúsculo) apartamento, completamente vazio esperando para ser mobiliado. Depois da facada no estômago ao ver o preço de cada eletrodoméstico supérfluo (depois da tv, geladeira e sofá, tudo é supérfluo) e de pensar em como diabos eu vou arrumar tanto dinheiro (como se o sr. Samuel Klein não tivesse pensado nisso antes), começam a vir as idéias idiotas.

Algumas eu realmente vou levar em frente, como ter uma cozinha xadrez, um porco da índia, plantas carnívoras e um quadro preto e branco de alguma banda de rock\ filme cult. Outras coisas eu achei que não ia levar a sério e quase reconsiderei que com menos de Mil Reais dá para transformar a casa num parque de diversões:

Cascata de chocolate: Este brinquedinho derrete o chocolate e usa ele para alimentar uma fonte, que jorra o chocolate e deixa-o prontinho para cobrir frutas, sorvetes e coisas que não vem ao caso. Para mulheres principalmente, a visão é quase como uma poesia e pode trazer lágrimas ao olhos de emoção. [+ Info aqui]

Cascata de Chocolate

Carrinho de Pipoca: Sinta-se sempre num cinema de qualidade, mesmo que na televisão esteja passando um filme do Chuck Norris em algum canal ‘obscuro’. Pipoca é um alimento que enche a barriga de uma forma impressionante, e com um carrinho desses o preparo é mais simples que o de uma lasanha congelada (além do que, você precisa de um microondas e uma geladeira para ter lasanhas em casa, que são bem mais dispendiosos que o carrinho, sem ter o lado romântico da coisa). Além disso, a pipoca serve como moeda de troca com pirralhos em geral. [+ Info aqui]

Carrinho de Hot-Dog: Se você é frustrado por nunca ter ido à um SuperBow, desista de ir até o México de bicicleta e furar a fronteira pelo deserto. Mais cômoda e duradoura, a máquina de hot-dogs não faz nada além de girar e esquentar salsichas, o que já era de se esperar, afinal é um troço feito por sedentários famintos, que no meio do projeto desistiram do resto e compraram pães, mostardas e catchup, comeram as salsichas do teste e desencanaram de trabalhar. Só que no fim o projeto deu certo porque a barraquinha é bonitinha. [+Info aqui]

Faltou uma máquina de algodão doce mas além de feias elas são caras e dispensáveis, já que com estes três itens (e se você for nerd, mais uns brinquedos do Think Geek) você consegue deixar a sua casa do jeito que você passou a infância inteira pensando, sua mãe aos berros, seus amigos com inveja e seus sobrinhos deslumbrados.

Observação: Todos os produtos supracitados acompanham uma engorda de 10 quilos gratuita e garantida em contrato. Por isso, o fabricante se isenta de reclamações posteriores referentes à deformidades físicas, problemas cardíacos, desavenças matrimoniais e sedentarismo mórbido. Obrigado.

[BP]Cascata de Chocolate, Brinquedos, Pipoqueira, Disney[/BP]

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5/05/07 “Indicadores, onde estão?…”

Durante cerca de 10 dias, vinhetas com aparência jovial anunciavam as futuras atrações do SBT, com estréia marcada para ontem, 04/03. Apesar de estar perdendo lugar no IBOPE para a Rede Record, que roubou o segundo lugar do SBT, as vinhetas anunciavam que “a concorrência vai tremer”.

O domingo prometido chegou, com novos programas, o velho Gugu e uma audiência sofrível, de acordo com a Folha de São Paulo. Tudo teria sido um tiro n’agua e a audiência não teria tremido se domingo não fosse o dia escolhido pelo SBT para falar sobre como botar no * dos outros.

Numa versão piorada do Talking Sex With Sue, uma aula [veja-a no saiu gosminha] ministrada pela ‘didática’ apresentadora mostra um roteiro de 5 dias para enrabar o próximo com qualidade e segurança. Seria por isso que a concorrência ia tremer? São esses os planos do SBT para as outras emissoras? É a evolução da velha receita receita bunda+musica popular tão explorada em programas dominicais? O único jeito de concorrer com Eliana é ensinando o que a canção não ensinou, já que os 4 primeiros são extremamente relacionados aos “Dedinhos”, o segundo nome de Eliana, atual apresentadora da Record?

“… Eles se saudam, e se vão.”

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7/07/07 3D para quem quer um armário novo, mudar a cozinha ou ter a Torre Eiffel na sala de casa

Meus recentes passeios à shoppings de decoração e lojas de móveis foram um poço de decepção. Em 90% das lojas que não trabalham com móveis planejados[bb], uma boa parte do que estava exposto, ao meu ver, era feio, exagerado, cafona ou imenso demais para a realidade de quem vai morar num apertamento. Mas algumas lojas já perceberam isso e fazem móveis ótimos, como a Tok-Stok e a Etna. Só que, como a maioria das coisas encantadoras, o preço médio dos móveis destas lojas é maior do que meu bolso suporta.

Sobraram algumas alternativas que eram: partir para lojas populares, trocar os móveis por caixas encapadas com papel camurça ou ir para a prancheta. Já que as duas primeiras são idéias completamente descartáveis, lembrei de 2004, quando passei o ano letivo inteiro tendo aulas de AutoCad e das maravilhas do 3D. Eu gostava bastante das aulas de Cad, sempre achei 3D bacana e até tinha uma versão primitiva do Cad em algum CD perdido lá em casa, mas fiquei pensando se precusava mesmo de tudo isso, para fazer um simples projeto de armários \ prateleiras. E não, não precisava.

Dois softwares me passaram pela cabeça; primeiro foi o POV-Ray, que é um programa gratuito de ilustração e animação 3D para Windows[bb] e Linux[bb], que só funciona a base de linhas de comando e não come toda a memória da máquina. Ele é interessante para quem gosta de digitar, tem vários modelos prontos por ai (estrela da morte e outras coisas de Star Wars são as coisas mais comuns), mas não era o tipo de coisa que ia ajudar muito.

O segundo software que lembrei era uma vaga memória de um programa que a Google desenvolveu para a meta de transformar o planeta terra e todas as suas construções num grande modelo 3D [deve ter sido idéia do Cérebro]. Alguns cliques e descobri que o nome dele é SketchUp e que ele era ideal para o que eu precisava. Apanhei no começo mais por causa da minha falta de noção de como construir um móvel do que com o programa. Fiquei encantada porque ele é bem simples de usar, se assim você o desejar, ao mesmo tempo que deixa usuários mais experientes desenharem usando scripts feitos em Ruby (mesmo que tudo seja possível de ser feito sem estes scripts).

Na 3D warehouse há vários modelos prontos e podem servir de base ou inspiração. No meu caso específico, colocar uma miniatura da Torre Eiffel no meio da sala não foi uma boa idéia, mas um jogo de xadrez na mesa de canto até que não foi má idéia.

O bom disso tudo é que agora eu tenho todos os móveis que eu queria ter comprado devidamente desenhados e o melhor, um orçamento que diz que eles podem custar um terço do preço. Isso é inclusão digital, é a informática incluindo mais e mais coisas ao meu poder aquisitivo :)

O SketchUp pode ser uma boa forma para quem se interessa em aprender 3D e não tem a menor noção começar a entender os conceitos básicos, como eixos X, Y e Z, câmera e etc e para quem já sabe, fazer uma localidade do Google Earth em 3D e mandar para a Warehouse é um incremento e tanto para o portfolio de quem está começando nesta arte.

P.S.: O SketchUp também faz animações 3D mas isso eu ainda não testei.

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16/16/07 Desventuras em Série: O[s] Livro[s]

Esta série escrita pelo personagem Lemony Snicket, criado pelo escritor Daniel Handler, parece ter todos os elementos de uma boa série de livros infantis: Ilustrações, livros de poucas páginas e fácil leitura, explicação para as palavras dificeis e uma trama “bem versus mal”: três irmãos que ficaram orfãos fugindo de um vilão, chamado Conde Olaf, que insiste em se apoderar da fortuna que os irmãos herdaram.

Mas logo no primeiro dos treze livros, a infantilidade da série é questionada. Não há fatos que possam ser subentendidos pelas crianças com mais idade, todas as desventuras são explicadas claramente e algumas delas são realmente densas para um público infantil. Mortes não faltam, algumas são ’sangrentas’ e narradas em detalhes. Até mesmo as dedicatórias são morbidas, a do sexto livro é “Para Beatrice - Quando nos conhecemos, minha vida começou. Logo depois, a sua terminou”. Beatrice, assim como o autor, é mais um dos personagens da trama, e assunto recorrente das dedicatórias.

Essa trama, passada num abiente steampunk, tem várias referencias que provalmente o publico infantil deixaria passar desapercebido, como J.D. Salinger, Edgard Alan Poe, Monty Phyton e Shakespeare. E combina muito bem com a banda Wonkavision, que assim como o livro, tem melodias alegres com letras depressivas.

O último livro da série, intitulado O Fim, foi lançado ano passado e os 3 primeiros livros virarm um filme, que embora remeta aos filmes de Tim Burton, foi dirigido por Brad Silberling numa sinistra mas bela direção de arte.

Compre o livro ou o DVD

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15/15/07 Shows de 2007: Placebo, Pennywise, Deftones e NFG

Se para você o ano não começa só depois do carnaval é bom ficar de olho na programação realmente cultural para esse primeiro semestre.

Pennywise - A banda que fez show por aqui com Bad Religion em 2004 volta com ingressos de R$ 90 à R$ 240 que começam a ser vendidos dia 30/01, para o show dia 30 de março, ao contrário do que algumas noticias furadas (uol!) de que o show é dia 31/01.

Placebo - Outra banda que volta ao pais (esteve aqui em 2005) já está com os ingressos à venda também na Ticket Master dias 25 (Rio) e 27(SP) de Janeiro.

New Found Glory - Ainda não confirmado, tem show prometido para 3 cidades brasileiras, com parada aqui em São Paulo dia 18 de Maio, com abertura da banda NxZero, autora dos rumores. A banda lançou CD (Coming Home) e videoclipe do primeiro single do CD, a música It’s Not Your Fault. O vídeo, dirigido por Brett Simon, tem sido chamado de plágio de uma propaganda de desodorante: veja e tire suas conclusões.

Deftones - Dia 10 de Fevereiro, com ingressos de R$ 100 à R$ 180, a banda de nü metal Deftones promete levar o Via Funchal abaixo. Apresentação única e imperdível para os fãs.

As bandas dos ‘grandes’ festivais (Campari Rock, Tim Festival, Nokia Trends e Curitiba Rock) ainda não foram confirmadas, mas é bom que alguém traga o Radiohead, prometido para 2006 no Tim Festival. Ah, e sábado agora tem Simple Plan e suas milhares de fãs histéricas, cabelinhos curtos pretos e acessórios de oncinha. Alguém?

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