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3/03/08 Vitor Fasano fala ao ‘presidente’ Obama

Obama ainda não é presidente mas já é um popstar, sendo comparado por seu concorrente com nomes como Britney Spears e Paris Hilton. Além de figura carismática, Obama pode ser em breve uma das pessoas mais poderosas do planeta. Sendo assim, não poderia deixar de ter uma vida de garbo e sofisticação. E quem melhor que o nosso querido Vitor Fasano para dar dicas sobre como se curtir e também curtir o Brasil.

Com muita elegância, VF fala sobre nossos empórios, artistas e belezas naturais como só um bon vivant experiente poderia fazer.

VF apresenta Brasil a Obama

Se Barack Obama visitar o Brasil — e ele deveria — conhecer Moema em toda sua essência. Eu poderia passar horas listando Empórios, academias e boas padarias deste bairro maravilhoso. A sofisticação, mesas de mármore, pães diferenciados, estacionamento com valet… São detalhes num lugar que vibra sucesso e conquistas.

Se Obama vier, poderíamos proporcionar a ele não apenas uma estadia agradável em algum flat no Jardins, mas uma experiência excelente. Por exemplo uma vernissage com Romero Britto numa terça-feira a tarde saboreando um excelente Kir Royal ou algo que nunca sai da moda como uma porção mista de pastéis do Pirajá com um chope gelado (bem tirado).

Quando não estiver se divertindo ou sendo embasbacado, Obama terá muito no que pensar. Já tive que desistir de uma partida de tênis no clube pinheiros por causa de compras no novo shopping Bourbon, que a propósito, é bem interessante. Esse tipo de imprevisto acontece.

Barack, as canções de Joe Cocker e Phil Collins ganham novas texturas e sabores quando você está de frente à Lagoa Rodrigo de Freitas, tomando um refresco de clorofila (17 reais) com a sua sunga predileta, vendo o sol nascer. E quando o sol se pôr? Obama precisa conhecer meu flat. A Casa Branca tem algum charme secreto, mas lá não existe essa vista linda para o Aterro do Flamengo e uma banca com revistas de todo o mundo a menos de 15 metros da portaria.

E o melhor, além de tudo isso, temos a Amazônia.

Saudações do seu admirador !

VF
http://twitter.com/vitorfasano

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29/29/07 Quadrinhos Baseados em Fatos Verídicos

Uma boa parte da minha vida achei Scott Adams um gênio. Para quem não sabe, ele é o cérebro por trás da série de quadrinhos Dilbert, que tem como tema as bizarrices que acontecem nas grandes empresas. Eu achava o humor das tirinhas uma hiperbole de coisinhas irritantes que aconteciam no dia a dia. Nessa época, a maior empresa que tinha me empregado era uma agência de publicidade com uns 40 funcionários.

Era um emprego legal mas deu o que tinha que dar e a próxima empresa bacana ao ponto de me empregar me jogou num escritório grande, com centenas de pessoas, dezenas de departamentos, cada um com seus pajés e caciques. E ai a magia acabou.

À cada situação nova, que não havia espaço para experimentar numa empresa pequena, eu vejo uma tirinha do Dilbert[bb]. Toda a suposta genialidade do Scott Adams é resultado da observação da ignorância alheia. A admiração não acabou, já que foi uma bela sacada empacotar tudo isso mas tem sido complicado aguentar. É um infeliz combo de emputecimento causado por viver uma situação esdruxula, do tipo da qual milhões de pessoas riem diariamente ao redor do mundo, somado com a a frustração da queda de um mito.

Mas para variar, eu sei que vou sobreviver à isso e continuo lendo o Dilbert, embora com outros olhos. Entretanto, ainda tenho XKCD, Chopping Block e Diesel Sweeties para ler e admirar. E agora tenho um monte de figurinhas para trocar com o mr. Adams, será que ele topa um Starbucks algum dia desses (depois do expediente, claro)?

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27/27/07 Notícia: “Moça calota grande empresa e alega: ‘They Made Me Do It’.”

Eu já falei que a Tim[bb] é a minha operadora favorita? Sério! Sempre que me bate uma falta de idéia e o blog ameaça entrar em hiatus a Tim me dá de graça sem precisar fazer nenhuma recarga um tema de post.

Como eu não sou pró-blogger e vivo pobre, estou com uma conta atrasada. Fui no site emitir uma segunda via para poder pagar e, como nunca acessei a área restrita antes, fui ver como que se fazia isso:

tim.JPG
Reparem na coesão entre texto e ilustração! “Não use espaços, deixe para nós” =P Além disso, ao dizer “não use zero”, eles não deixam claro que o 0 que não deve ser usado é o do código de área. Não que essa parte eu não tenha entendido mas se o Zé, dono do celular 8200-4567 tentar acessar à área restrita sem o 0 do telefone dele, terá sérios problemas.

Detalhes bobos à parte, eu, titular da linha, acessei o auto atendimento e pedi minha conta…

Tim
Socorro! Estou no auto atendimento e preciso ir até o auto atendimento habilitar a opção que vai me permitir me auto-atender e pagar logo a conta, mas onde fica essa opção para habilitar? Em lugar nenhum. Provavelmente perceberam que não fazia sentido habilitar um serviço de auto atendimento dentro dele mesmo e tiraram.

Agora, cara Tim, só me resta calotar vocês :)

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13/13/07 Meme - 10 (ou 7) brinquedos que brincamos até quebrar

Brinquedo de morder, brinquedo para olhar, com qual brinquedo eu começo à brincar?” Fui convidada pelo Cobra para falar sobre os brinquedos que eu mais brinquei na minha infância. A primeira reação foi: “Eu brinquei com alguma coisa que não fosse video-game?”. E a segunda foi ver que eu sou um exemplar bem estranho da minha geração. Desde que eu aprendi que X pula, video-games foram presença constante mas os demais brinquedos eram, por assim dizer, bem analógicos.

1 - Blocos de Montar: Eu tinha um único mas muito bem aproveitado balde de Lego[bb]. Eu fazia cidades, carrinhos, até mastigava algumas peças. Eu gostava também do “brincando de engenheiro“, que são uns blocos com textura de parede de tijolinho, com pontes, telhados, tudo com uma cara meio Londres do século 19.

2 - Combo Livros de Colorir & Giz de Cera: Quando surgiu o Real e o dólar ficou barato, minha mãe investiu os melhores 4 dólares da vida dela: foi em uma Dolar’s Day e me comprou uma caixa de giz com 64 cores e um livro de colorir de 300 páginas. Acho que eu nunca acabei de pintar o livro mas ele me proporcionou bastante diversão e o melhor: bastante paz para o resto do mundo.

3 - Canetinhas Papermate: Haviam várias versões. Algumas completamente normais, outras que uma canetinha “mágica” mudava a cor do desenho feito com as outras canetinhas. Como eu nunca soube desenhar decentemente essas canetinhas junto com algumas caixas de camisa faziam notebooks, com caixas de sapato fazia casa para meus bonecos-miniatura de kinder-ovo… e , opa, item 3

4 - Miniaturas Kinder Ovo: Se criança já gosta de chocolate, chocolate que vem com brinquedo é melhor ainda. A tática era sempre pegar os mais pesados, achando que viria uma das miniaturas das mais bonitas. Claro que isso é furada, porque o que pesava mais eram os brinquedos que tinham imã dentro e nunca a tal miniatura mas as vezes eu acabava pegando um nem tão pesado e dava certo.

5 - Patins In-Line: Como boa criança da cidade grande, que morava em plena radial leste, eu só andava de patins[bb] nas pistas montadas nos shoppings. Mas ainda assim eu gostava, achava legal ficar andando em círculos por uma hora.

6 - Chega de coisas monótonas que não piscam, não fazem barulho, não usam eletricidade! A verdade é que os brinquedos acima nunca tiveram uma importância tão grande quanto meus jogos eletrônicos. De Tetris ao meu Playstation 2[bb], começando com o Atari, passando por um pOlystation e o Intenational SuperStar Soccer, acho que passei metade do meu tempo dedicado à entretenimento (não só da infância) na frente de algum jogo. Os jogos mais jogados foram: Tetris (minigame), Age II (PC), Gex (3DO), Crash Bandicot (PSX) e recentemente Ragnarok, porque a infância não acabou ainda.

7 - Fitas: Fitas não são exatamente um brinquedo mas eu as tratava como tal. Nunca tive um “Meu Primeiro Gradiente” mas com 9 anos ganhei um rádio com tape deck e fazia coletâneas de rock gravando músicas direto da rádio 89, que na época tocavaoffspring[bb] e shelter. Além disso, ficava gravando clipes da MTV, enchendo fitas com 6 horas de todas as tosqueiras possíveis. Era meu YouTube.

É, bem estranho uma lista de uma moça que não brincou de Barbie mas é verdade. Eu gostava mais do Colossus, aquele carrão de controle remoto do que de bonecas. Até porque sou da geração “Boneca assassina da Xuxa” e tinha medo das bonecas resolverem sair andando, falando e estrangulando por ai.

E você, brincava de que? A Luciana vai ser a próxima à contar, em algum dia de folga.

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12/12/07 Semana de Sexta-Feira 13 é isso: ataque dos mortos vivos

Não bastando ter dia da pizza, dia do rock e sexta-feira treze numa semana só, não bastando a normalidade de nascer-viver-comer, não bastando que o rodízio de carros em são paulo estava suspenso até hoje e o trânsito deixando tudo neurótico, tinha que acontecer alguma coisa comigo para justificar o misticismo duplo da data que se aproxima.

Terça, minha mãe avisa que um tio dela está no hospital, realmente mal, etc etc; discurso padrão pre-mortem e que era melhor minha vó não saber de nada até que fosse, hum, estritamente necessário.

Quarta, minha vó me liga para passar um recado. Recado dado, ela manda uma frase que eu conheço à anos: “filhinha, você não sabe o que aconteceu”. Eu respondi que sabia, que o tio estava no hospital, blá. Eis que começa o freak show:

“Ele está no hospital mas isso é só parte da história. Hoje de manhã me ligaram para dizer que ele tinha morrido. Nós [ela e os outros irmãos] fomos para o hospital, conversamos com o médico e tal e fomos atrás de cemitério. Tudo resolvido, fomos na casa dele buscar um terno para o enterro e fomos recebidos pela Fulana [uma das irmãs do falecido] dizendo que ligaram do hospital e que o Fulano [morto] está vivo e acordado, que era para voltarmos para lá correndo. Ele estava sentado na cama, brigando com todo mundo porque a gente queria se livrar dele.”

Sim, o cara morre, o médico diz: enterra. Ai o cara acorda e diz “Bando de filhos da …”. E todo mundo, que estava aos prantos simplesmente fica sem saber o que fazer, se reza para agradecer ou para exorcizar, se abraça ou se corre.

Eu não conseguia parar de rir no telefone, incrédula (e besta).
Depois tudo fez sentido: muitas pessoas com catalepsia já foram enterradas vivas ao longo da história e esse quase foi mais um. Catalepsia é uma patologia que te deixa sem funcionamento muscular, o que inclui o cérebro e o coração e por isso mesmo, confunde-se fácil com morte. E é uma patologia que atinge, entre outras pessoas, beberrões e alcolatras. Sendo que o tal “morto-vivo” estava internado justamente por problemas causados por bebida, tudo faz sentido agora, porque na hora que eu soube, eu só conseguia rir pensar em maldições de sexta-feira treze.

Por via das dúvidas, sexta é dia de virar a noite acordada com luzes acessas, nada de escuro ou balada+luz negra.

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