Caros vendores, deixe-me apresentar à vocês: meu nome é jéssica, tenho 21 anos e uma preguiça muito maior do que vocês imaginam. muito maior do que foi permitido à qualquer geração pré-internet.
Eu aprendi à comparar preços usando buscapé ou reordenando a lista do mercado livre. Eu pago taxa de delivery para a comida vir até mim. No natal, quanto todo mundo briga no estacionamento do shopping, eu sento e espero que o carteiro me traga os presentes que comprei sentada no sofá de casa. Eu faço com que as coisas mais fúteis saiam dos USA e chegem à portaria do meu prédio só mexendo a mão direita. Quando essas quinquilharias empoeiram ou se espalham pela casa, eu não faço nada à respeito, eu terceirizei todas as tarefas domésticas. E só cuido das minhas próprias nerdices porque gosto mas se quisesse um personal nerd, contratava esse.
E no fim do mês tenho de pagar por tudo isso, o debito automático paga para mim. Então, caros vendedores, percebam que o que eu mais compro não são livros ou roupas ou jóias, meu produto favorito é comodidade.
E por gostar tanto dela, sofro horrores na hora de comprar serviços. Pedi uma cotação de um plano de saúde com determinadas características e recebi de volta uns 5 PDFs com o preço de todos os planos de saúde de algumas empresas. Os mesmos PDFs que acho numa busca online de 2 minutos. Para que eu preciso pagar comissão à um vendedor que faz o mesmo que o google?
Mesmo estando disposta à gastar uns trocos extras em algum conforto na contratação de serviços, para alguém analisar o que eu preciso e o que o mercado oferece, ninguém parece querer estes trocos. os vendedores devem ter todos enriquecido antes de mim e desistiram de trabalhar duro…
A impressão que eu tenho é que no Brasil só há o mercado “povão”, onde se tem atendimento meia-boca e custos baixos e acessíveis, e atendimento ultra-exclusivo para quem é muito rico e não liga para o preço de nada ou que tem uma secretária para fazer o trabalho duro de cotar e comparar, que eu esperava que profissionais especializados fizessem por nós, pessoas que têm tempo curto, dinheiro extra e disposição em gasta-lo com conforto, e hoje em dia não conseguem. Eu cheguei a pensar que era minha herança duma vida anteriormente modesta, a falta de saber onde procurar mas conversando com outras pessoas na minha situação, parece que polarizaram o mundo consumidor em pobre e rico.
E sigo insatisfeita, consumindo serviços fuleiros, reclamando deles e mantendo na minha conta bancária, caro vendedor, dinheiro que poderiam estar no seu bolso.
Compras
(19) Comentários Eu já falei que a Tim é a minha operadora favorita? Sério! Sempre que me bate uma falta de idéia e o blog ameaça entrar em hiatus a Tim me dá de graça sem precisar fazer nenhuma recarga um tema de post.
Como eu não sou pró-blogger e vivo pobre, estou com uma conta atrasada. Fui no site emitir uma segunda via para poder pagar e, como nunca acessei a área restrita antes, fui ver como que se fazia isso:
Detalhes bobos à parte, eu, titular da linha, acessei o auto atendimento e pedi minha conta…
Agora, cara Tim, só me resta calotar vocês :)
Compras, Diversão, Informática, Internet
(2) Comentários Foto tirada numa grande loja de um grande shopping exibindo, ao invés da programação, uma bela tela… azul! (Azul, não me diga o.0)
Ah, não, obrigada. Tv digital para mim ainda é seriado via bit torrent.
Compras, Mix Tape, Televisão
(6) Comentários Odeio gastar meu dinheiro em lugar que me atende mal. Eu e o resto do mundo provavelmente, então lá vai a minha péssima experiência com o restaurante Brevità:
Pedi um Parmigianna de Frango. Valor do cardápio do site: 12,50. Valor à ser cobrado: 21,40. Percebi a discrepância na hora mas acabei nem discutindo muito com a atendente, sites sem atualização são normais e um contato educado pelo “fale conosco” do site poderia resolver e, talvez, me render um próximo almoço de graça. Detalhe: é claro que eu não tinha 21,40, só tinha R$ 20 mas as moedas no fundo da mala resolveriam.
Ai o parmigianna chega. De carne vermelha. Isso explica a diferença de preço mas não a burrice da atendente. Eu disse claramente “de frango”, até porque eles servem uns 6 tipos de parmigiana, entre a variedade do prato e do acompanhamento. Abro a embalagem e encontro uma carne com molho e um saquinho de queijo ralado para macarrão. Cadê o provolone derretido em cima do filé? Esse troço ralado é, no máximo, ingrediente de Cheetos Sabor Chulé. Fome. Vai assim mesmo. Tiro os talheres da embalagem, tento cortar o filé. A ponta da faca voa para uns metros longe de mim. Faca de bolo de aniversário, só pode. Se eu estivesse no trabalho, na minha mesa, como quase todo mundo que pede delivery a uma da tarde ia ter que comer que nem uma barbara troglodita. Não que eu não goste :) mas para tudo tem ocasião.
Mas a prestativa faxineira da empresa me saltou um par de talheres de metal para eu poder comer. Comer o arroz com tempero de Gohan. Sim, gohan, aquele arroz de japonês sem sal, tempero ou gosto. Se estivesse papa, eu ia achar que liguei para o China In Box. Ah! Mas eu liguei para o China in Box. Os dois são a mesma empresa. Isso explica.
Eu já sabia que chineses não usam talheres nem comem arroz com gosto. Deveria prever que não sabem fazer parmigiana. Mas que eles são surdos e burros é novidade. Fica anotado.
UPDATE: Horas mais tarde alguém de lá me ligou, provavelmente porque eu enchi o saco do motoboy com a diferença de preço, me dizendo que a atendente anotou errado e que eu tenho 10% de desconto nas próximas 3 refeições. Nem tão mal.
Compras, Serviços, São Paulo
(4) Comentários Morar do lado oposto da cidade de onde seu trabalho fica tem inúmeras desvatangens e uma delas é gastar sua vida toda apenas indo, ficando e voltando do trabalho. Não sobra tempo de fazer coisas simples, tal como ir ao shopping comprar um tenis quando o seu fica sem sola alguma. Mas quem precisa ir à estes antros nojentos de culto ao consumismo quando seu altar de gastança pode ser o mesmo onde você ganha a vida?
Abri o site da All Star para ver se eles vendiam tênis online. Não, eles não vendem mas recomendam lojas que vendem. Ok, escolhi o modelo mais básico e mandei listar todas as lojas de São Paulo. Olha a merda de resultado:
Daslu? Quantas pessoas que usam All Star conseguem passar pela segurança da Daslu para poder comprar um tênis de ‘60 reaus’? Converse, acorda! Deixa eu esclarecer alguns pontos para vocês: A Paris Hilton não usa All Star, a Sandy também não. Quem usa compra na galeria do Rock, nas lojas de shopping junto com a sandalia nova da mãe e coisas assim mais… básicas.
Bom, vou dar um pulinho lá qualquer dia desses (usando o meu velho e extramente fedido all star) e ver o que acontece. Só preciso descobrir como chega lá =D
Compras, Internet
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