A Globo é uma empresa de se admirar: maior audiência de televisão brasileira, manipulação de opinião pública, pequenas fortunas à cada votação do Big Brother Brasil 7, etc. Aparentemente, o legado de Roberto Marinho não foi coisa pouca e a Rede Globo de Televisão continua bem, obrigada, fazendo a alegria da familia brasileira.
Mas na internet é uma mancada atrás da outra. Foi até moderninho quando lançaram o blog dos Big Brothers, o G1 é um portal bem bacana… só que o site Globo Online acaba com qualquer admiração que se possa ter pela Rede Globo na rede. A primeira ação maravilhosa no site é o bloqueio do uso do Ctrl + C, para que as notícias sejam exclusivas do site.

Esta ação também pode ser chamada de javascript safado que alguém usou para se promover dentro da empresa e ninguém viu que era uma atitude antipática, além de furada, já que alguns meios que requerem conhecimentos mínimos (exibir o código fonte, desabilitar o javascript ou procurar no google) acabam com as defesas da exclusividade das noticias do portal.
A segunda idéia que eles tiveram foi simpática: levar o usuário a interagir, conhecer melhor o público do site, de um modo simples e rápido. E ai criaram essa linda enquete para o site:
Neste momento a enquete já saiu do ar mas a página dos resultados sobrevive e garante um sorriso de quem acessa.
São estas pequenas coisas, somadas à outras coisas não tão pequenas como a censura do youtube, a moderação do orkut sem um bom motivo e a proibição do COI (acatada pelo COB) de veicular imagens do Pan na internet e os atletas de manterem sites pessoais durante o Pan só mostram o despreparo de muita gente para lidar com a Internet. Especialmente no Brasil, corre-se o risco de termos problemas identicos ao da época da ditadura com a liberdade na Web, só que dessa vez por medo e falta de conhecimento sobre este novo meio de comunicação.
O que a imprensa tradicional vêm dizendo nos últimos meses, ao meu ver, é que a Internet é um reduto de vagabundos mal intencionados e que seus filhos estarão muito mais seguros vendo mulheres nuas rebolando na Sapucaí, pela tevê.
Comportamento, Internet, Orkut, Televisão
nenhum comentário Nas eleições, a vítima foi a Heloisa Helena e sua camisa branca; Agora, no embalo do iPhone (e talvez do Rio Fashion Week) resolveram analisar Steve Jobs, que apesar de seus bilhões, anda sempre de jeans, tenis e camisetas de gola alta. A ‘brilhante e importante‘ conclusão foi de um editor do folhateen e pode ser vista aqui.
E não é só o tio Jobs que anda ‘informal’ mesmo enquanto faz grandes negócios: em nenhum lugar que eu tenha trabalhado eu precisei andar empertigada em trajes tradicionais sociais e aqui onde trabalho não é raro ver clientes vindo fechar negócios calçados em pumas, adidas, all stars e vans e com roupas seguindo a mesma linha casual.
Fico feliz com isso não só por causa da minha aversão à roupa social (eu fico me sentindo uma pirralha com as roupas da mãe), mas porque denota um mínimo de bom senso. 2007 é ano de aquecimento global no topo, el niño e as maiores temperaturas medidas na terra nas ultimas centenas de anos e eu não gostaria de passar por tudo isso usando gravata e salto alto (até porque não combina muito). Acho bom que algumas indústrias, como a de comunicação e tecnologia, estejam mudando estes paradigmas de vestuário e se adaptando ao calor brasileiro e caos paulistano. Só alguém muito masoquista vai dizer que é normal e não incomodo pegar metrô de salto alto e dar um jeito de colocar ‘tudo’ dentro de uma bolsa, sendo que é muito mais agradável usar uma sapatilha sem salto e uma mochila nas costas, onde cabem blusa de frio e guarda-chuva. Quem em São Paulo nunca saiu de casa embaixo de sol e voltou embaixo de chuva e frio? E como enfiar todos os aparatos necessários para sobreviver à isso numa bolsinha?
Ainda existem as roupas masculinas, que amassam ao toque humano ou no encosto do banco do carro, gravatas sufocantes e sapatos que isolam os pés do ar e do conforto, mas meu conhecimento de roupas masculinas se limita ao uso de sambas canções do Taz aos fins de semana.
Claro, a minha credibilidade no mercado de trabalho, a sua e a do Steve Jobs são diferentes mas fico feliz que enquanto a justiça brasileira abre precedentes terríveis para a internet com os casos rubinho e cicarelli, Jobs só por aparecer em público abre bons precedentes para quem faz a internet. Mas só o Jobs, a Heloisa Helena é uma porca que não troca de roupa mesmo.
Carreira, Comportamento
nenhum comentário … comemore essa festa! Venho aqui hoje para compartilhar preciosas dicas de pré-natal para que você não fique 9 meses reclamando de desastres nas festividades.
O principio religioso do natal diz que esta é época de paz e união. E sim, todo mundo fica bem unido mas não em paz. Ficam se estapeando pela ultima caixa de brinquedo (bom, isso é coisa de filme americano), se espremendo nos shoppings e na 25 de março, pegando fila em todos os lugares, transito em todas as direções, caos, puro caos. E isso não é o certo, já que devemos conviver em harmonia com esses…
um feriado com uma essência tão capitalista, sem presentes, simplesmente não faz sentido.
então na hora de encarar a aventura de comprar presentes, começe escolhendo-os de antemão; dê preferência para os que não quebram. Com isso, é só aplicar a tecnica do “bata com a sacola” para abrir caminho an hora da compra; espancar as pessoas que ficam entupindo os corredores do shopping é o melhor meio para se comprar mais rápido presentes bons para os entes queridos e faze-los bem felizes no dia 25. Afinal não é porque só um bando de otarios resolveu empacar a via, que vamos deixar que nossa ceia fique cheia de gente de mãos abanando.
Mas essa correria toda, de escolha e compra de presentes dá uma fome, e ai é hora de encarar outro canto
Assim suas compras ficam mais rápidas e agradáveis, sobrando um tempinho à mais para se dedicar à escolha dos importantes presentes para pessoas igualmente importantes. A única coisa que pode dar alguma dor de cabeça depois disso é terem guinchado seu carro, por você tê-lo estacionado em local proibido por não ter encontrado uma boa vaga. Por isso não vacile, seja paciente, chegue bem perto da porta e use as vagas para deficentes, porque neste natal, eles merecem ser tratados que nem pessoas ‘comuns’, sem nenhum preconceito bobo.
Comportamento, Mix Tape
nenhum comentário 
“Direto da Associa��o Brasileira das Lojas de Binquedos, desejamos um feliz dia das crian�as e que elas aprendam desde cedo, que momentos felizes s�o resultados de boas compras!”
Apesar de ranzinza eu bem que eu gostaria de um brinquedinho….
Comportamento, Compras
nenhum comentário Quando mais uma terça-feira de primavera começa, eu já sei tudo. Sei que o fato de ser primavera, em Sã1o Paulo, não faz lá muita diferença; sei que em suma, tudo que eu poderia dizer sobre trabalho e faculdade se resume a ter uma vida sossegada e realizada em breve (já que por hora é só realizada, e não ser sossegada faz parte disso). Sei que tenho um monte de coisas à fazer daqui a 2 horas, 6 meses e 5 anos e vou acertando o terreno para cada uma delas do jeito que dá.
Mas as vezes quando olho para fora as nuvens de chuva, que geralmente não me remetem à muito mais longe do que o trânsito que aumentará quando a tempestade cair de vez, me mandam para vilazinhas, onde faculdade, carreira, carro do ano e esquiar no Chile não importam. Eu tenho esse desejo esquisito de querer ir para uma tribo indígena só para perguntar o que eles, que moram tão longe e vivem tão diferente, querem da vida. O que eles esperam, o que é fracasso e o que é sucesso…
Só que nesta terça-feira primaveril, andando por caminhos mal pensados pelo centro de São Paulo, na parte decadente, suja e com cheiro de fezes, apropriamente apelidada de cracolândia, eu vi que não preciso ir tão longe. Eu, na hora do almoço, entre o banco e o restaurante, pensando no cliente, no chefe, nos livros tecnicos passo na frente de um bar e vejo 3 mulheres de uns 25 anos conversando em um bar. O que ELAS fazem da vida? O que elas querem? Porque elas estão ali e não atrás de mesas, ao lado de telefones, em frente de máquinas? Mais para frente, andando, vejo outra, que deveria ter até menos de 25, com a cara inchada, roxa, pontos na sobrancelha… porrada na certa. De onde veio, porque e como ainda assim, acredite, ela estava rindo?
Na frente do albergue, vejo as pessoas que já a tarde aguardavam um lugar para dormir. E elas então? Porque estão ali? Como alguém perde até o teto?
E percebi que não preciso ir tão longe para encontrar incognitas sobre esperança, sucesso e fracasso. Que mesmo nos ares capitalista de uma cidade grande o capitalismo não se apresenta de um jeito só, embora eu creio que ele seja o mesmo, devorador de presas que engorda e é abatido pelos que tem força… Meu naco dele é dos menores, mas tem gente que é a presa, só isso, nada mais. E a gente, que consegue não ser engolido, por transferencia de matéria acaba absorvendo essas pessoas sem nem ver e então deixa elas morrerem… e elas continuam andando por ai.
E daí? E daí sei lá.. só pensei até aqui. Na verdade, pensei em pegar uma mini-dv e perguntar isso para cada uma das pessoas e compilar num documentário. Porque isso é mais estranho que índios lá na p.q.p. vivendo de um jeito diferente ao nosso. Isso são pessoas a metros de distância vivendo completamente alheias de muitas das coisas que eu considero coletivas…
as vezes sair da nossa casca de ovo é tão interessante quanto estranh0.
Comportamento, Mix Tape
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