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1/01/06 Como destruir a sexta-feira de seu funcionário

Algumas semanas atrás eu participei na empresa em que trabalho de um projeto que demandou diversas horas-extras não remuneradas. Sabendo que a remuneração não viria, falei brincando: “Quero minhas horas extras em um monitor de 19 polegadas para eu usar aqui na empresa”. E não passou disso.

Hoje, almoçando com o pessoal da criação, falando sobre nossos gadgets sonhos de consumo, um dos diretores de arte me diz, com um certo pesar na voz, que ficaria bastante feliz com um monitor CTR 17 polegadas que fosse flat, e assim debatemos a falta de espaço na tela por alguns minutos.

Seriam só reclamações de pessoas desanimadas com a sexta-feira se não fosse um GRANDE detalhe: a empresa passou por uma fusão recente e hoje, sexta, dia em que ninguém quer trabalhar, 3 pessoas que vão passar a trabalhar aqui agora resolveram fazer a mudança e chegar aqui com seus 3 macintoshes equipados com monitores de VINTE polegadas. VINTE POLEGADAS! E nenhuma perspectiva de que a empresa compre mais monitores assim (ou pelo menos 17″ flat ou 19) para equiparar o nível das ferramentas de trabalho. E não adianta chorar, é só sentir o cotovelo latejar, engolir seco e trabalhar.

P***a, finalmente eu entendi o publico alvo daqueles spams todos que eu recebo. Uma hora você está no mictório desaguando, ai dá uma olhada para o lado e descobre que seus problemas são maiores (ou menores?) do que você pensava.

[BP]Computador , Monitor, Mac, Televisão de Plasma, LCD, Tela Plana[/BP]

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29/29/06 Google Master Plan

Eu: fanática pela google e seus serviços.
Eu: uma das duzentas MIL primeiras pessoas a ter um profile no orkut.
Eu: Sonho em trabalhar numa empresa que invista tanto em tantos projetos e que incentive tanto a criatividade dos funcionários como a google, por prazer e por recomendação médica (já perdi noites de sono projetando e planejando coisas para web que não consegui fazer).

Eu: boquiaberta quando ví isso. Ahn? O que é isso? Bom, lá na google tem essa lousa imensa, onde eles tinham o rascunho do “Google Master Plan” (eu acrescentaria ‘for world domination’). Essa lousa foi apagada recentemente e ’só’ o que restou foi essa foto em alta resolução com um navegadorzinho.

Entre os rascunhos, encontra-se menções ao chupa cabra, goobuntu, x-mans, teleporte, ensinar o mundo inteiro à cantar e alguma coisa sobre usar o lado saudável do bacon (!!!). Só falta agora ligar tudo isso e descobrir afinal qual é o tal do master plan. Meu chute?
“O que faremos hoje Larry?”
“O que fazemos todas as noites Sergey. Tentar conquistar o mundo.”

Update: Mais fotos do google master plan aqui

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5/05/06 Da importância das coisas inúteis

Primeiro dia de trabalho do programador mais velho que eu, com mais tempo de experiência e no último semestre da faculdade (lembrando que eu sou bixete): o cara chega com pencas de livros e apostilas embaixo do braço: era para parecer inteligente mas me pareceu coisa de poser. E se você não gosta de Glam Rock, não é legal ser poser. Mas até ai perdoável…

Triste mesmo foi quando deram um teclado americano para ele e ele usou mapa de caracteres porque não sabia fazer ‘Ç’ usando C+Acento. Depois disso eu nunca mais levei ele à sério. Nem esperneei com o inglês medonho dele para palavras do cotidiano de TI como “array” e afins.

Não, ninguém é mais ou menos respeitável por saber ou não usar teclados jurássicos. Ninguém tem obrigação de ter uma pronuncia de inglês técnico impecável para ser um programador impecável. Mas, pelo menos do meu ponto de vista isso afeta a credibilidade de um profissional.

Informática é uma área de trabalho muito dinâmica. Por mais que descubram novas doenças e curas com uma certa frequência, nem medicina é algo tão frenético quanto TI e suas aparições de novas linguagens, novas semânticas, novas metodologias, enfim novos desafios diários (será por isso que TI é mais estressante que medicina?). Sendo assim eu creio e afirmo sem dúvidas que não dá para ser um bom profissional sem estudar muito e constantemente, onde estudar vai de ler blogs sobre a área à ter feito pelo menos um ‘hello world’ em cada linguagem nova que seja promissora.

E tendo esse aprendizado contínuo, não acabamos aprendendo pequenas coisas aparentemente ‘alheias’ à profissão por osmose? Eu creio que sim, e pensando assim seria o próximo passo concluir que ou se sabe tudo, o básico e os add-ons, ou não se sabe nada, já que aprendendo o básico os add-ons vem por osmose.

Hoje em dia diploma não basta, até porque deixando cair o Rg e pagando em dia, em alguns lugares se compra um em 48 ou 96 prestações chamadas ‘mensalidades’. Talvez por isso o mercado esteja saturado de profissionais formados e tão precário em profissionais capacitados. E para saber a diferença, eu ainda me pego primeiro nas coisas pequenas.

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