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3/03/08 Trabalhando fora da empresa sem ficar isolado

Quem é profissional de tecnologia sempre imagina a possibilidade de trabalhar de casa, seja como freelance ou como empregado de uma empresa trabalhando remotamente. Eu nunca tive essa oportunidade por mais que alguns dias (ok, eu nem tinha residência fixa ano atrás).

Aprendi com a minha mãe, que tem uma empresa em casa há no mínimo 7 anos (ou mais), que é preciso tomar cuidado com disciplina e separação, que atender telefonema de cliente de domingo é errado, tão errado quanto estar na cama as 11 da manhã duma quarta-feira. E que ainda assim, as vezes acontece. Porém ela trabalha com prestação de serviços e passa o dia falando com clientes e gente daqui e lá, visita clientes e fornecedores, interage com humanos.

Eu, que se fosse um dia trabalhar de casa ia interagir com bem menos gente, me preocupo sempre com essa questão do isolamento. Acho que ia me fazer mal ficar o tempo todo em casa e penso em alternativas para interagir com mais gente. A alternativa que mais me anima é aproveitar o tempo que economizaria de transporte e usar para fazer um curso divertido qualquer, como artesanato ou francês: isso garante conhecer gente com pelo menos um interesse em comum. Pensei em outras coisas, como trabalhar de vez em quando do escritório do cliente ou de algum local público com internet e se não interagir com, ao menos ver pessoas. Hoje há em São Paulo várias opções, como esse mapa colaborativo demonstra.

Você consegue imaginar a cena de um profissional levando seu escritório numa mochila para um starbucks, se esse ‘escritório’ todo for um celular e um notebook? Eu consigo. E se for um desktop completo, com monitor CTR e demais periféricos? Ai é complicado, exagerado e ninguém faria isso, certo? Errado. Veja fotos e vídeos de gente trabalhando no starbucks com desktop e tudo! Surreal.

E com certeza estas pessoas não estão pensando em manter relações sociais ativas, só querem mesmo comprar um frapuccino e ganhar conexão com internet. Claro, eles não vivem em São Paulo: aqui tem quem tenha medo de andar com o note escondidinho na bolsa, imagina carregar um PC Desktop completo? Medo.

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20/20/08 Free Lances vs. Culpa Católica

Eu tenho uma relação tipicamente brasileira\católica com dinheiro. É uma relação bizarra que diz que você tem sim que trabalhar para caramba e se possível ganhar muito dinheiro mas você tem que de certa forma se envergonhar disso e nada de andar por ai se orgulhando do carro zero ou do trench coat de marca cara: sempre que notarem o valor deles é preciso corar, abaixar a cabeça envergonhadamente e dizer que nem é tão caro assim.

Mas a parte da ostentação não é o problema. Até porque eu não tenho um carro zero :) alias, acho que SP e carro não combinam e vivo bem entre taxis e metrôs. O problema é a parte da vergonha de ganhar dinheiro.

Para quem ainda não sabe, há 5 anos trabalho com internet. Começou como uma brincadeira e apesar de ter virado profissão, não perdeu a graça até hoje. Claro que é uma coisa séria e as vezes estressante mas no fim é sempre, no mínimo, mais uma experiência interessante. E dentro de empresas é normal: me mandam, eu faço, e dia 10 aparecem uns trocados na minha conta e a vida segue bem assim.

Só que as vezes, com mais frequencia agora que eu não estou empregada por nenhuma empresa, aparecem uns trabalhos free lances onde eu tenho que chegar para o meu cliente em potêncial e dizer o quanto vale o meu trabalho. Nessa hora, eu sempre me embaraço. A culpa católica bate e eu tenho que aguentar minhas vozes internas discutindo:

- “Acho que cobrei demais, afinal vai ser tão legal fazer.”
- “Numa agência iam cobrar no mínimo 3 vezes mais”
- “Mas uma agência tem uma estrutura, cheia de gastos e tal”
- “E você vai perder ai 15 horas da sua vida para fazer uma única página e acha que não tem gasto?”

E no meio dessa discussão interna sem fim sempre tem alguém da fora para me dizer que eu cobrei barato, que me trabalho vale mais e que nenhuma empresa na qual eu trabalhei cobraria a mesma mixaria. Eu sei de tudo isso mas adianta, se eu nunca aprendo?

Intrigante lembrar que nem cristã eu sou, muito menos católica. Não me sinto culpada por as vez gastar numa refeição só o suficiente para alimentar uma família por uma semana, nem nenhuma das outras neuras que se adquire quando cisma que caridade é obrigação. Eu lido muito bem com o dinheiro que eu ganho e com o que eu (raramente) acumulo, o problema mesm é ganhar. Tem cura isso? Preciso de algum livro de auto-ajuda? Falta de porrada na infância?

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29/29/07 Quadrinhos Baseados em Fatos Verídicos

Uma boa parte da minha vida achei Scott Adams um gênio. Para quem não sabe, ele é o cérebro por trás da série de quadrinhos Dilbert, que tem como tema as bizarrices que acontecem nas grandes empresas. Eu achava o humor das tirinhas uma hiperbole de coisinhas irritantes que aconteciam no dia a dia. Nessa época, a maior empresa que tinha me empregado era uma agência de publicidade com uns 40 funcionários.

Era um emprego legal mas deu o que tinha que dar e a próxima empresa bacana ao ponto de me empregar me jogou num escritório grande, com centenas de pessoas, dezenas de departamentos, cada um com seus pajés e caciques. E ai a magia acabou.

À cada situação nova, que não havia espaço para experimentar numa empresa pequena, eu vejo uma tirinha do Dilbert[bb]. Toda a suposta genialidade do Scott Adams é resultado da observação da ignorância alheia. A admiração não acabou, já que foi uma bela sacada empacotar tudo isso mas tem sido complicado aguentar. É um infeliz combo de emputecimento causado por viver uma situação esdruxula, do tipo da qual milhões de pessoas riem diariamente ao redor do mundo, somado com a a frustração da queda de um mito.

Mas para variar, eu sei que vou sobreviver à isso e continuo lendo o Dilbert, embora com outros olhos. Entretanto, ainda tenho XKCD, Chopping Block e Diesel Sweeties para ler e admirar. E agora tenho um monte de figurinhas para trocar com o mr. Adams, será que ele topa um Starbucks algum dia desses (depois do expediente, claro)?

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22/22/07 Ele quer um emprego na Google (e quem não quer?)

Hoje, eu não me acho mais uma idiota. Pelo menos por alguns segundos.
Nunca me faltou emprego. Alias, acho que a crise de desemprego no Brasil, bem como a dengue, chifre e peitos grandes são meramente psicológicos, já que eu nunca tive problemas para arrumar emprego, bem como nunca tive nem dengue, nem uma bela galhada e nem “travesseirinhos do amor” tamanho GG.

Mas apesar de toda essa facilidade de arrumar trabalho (o que engloba empregos e freelas) eu sempre digo que, independente do salário e do que eu esteja fazendo, eu queria muito trabalhar na Google. Até mandei currículo para lá uma ou duas vezes e obviamente, não deu em nada (se tivesse dado certo eu não teria que compartilhar minhas angústias sobre corporações Vs. nerds ou como navegar na internet bloqueada). E nunca passou disso: um desejo com pequeninas tentativas de realização. Mas esse cara foi longe: Fábio Ricotta criou um blog-curriculo-propaganda como parte dos seus esforços para ter um emprego na Google, com direito à vídeo estilo “eliminatórias do Big Brother Brasil”.

O site é feio, muito feio, o que denota que provavelmente o sr. Ricotta é um bom programador mesmo. O vídeo eu não assisti e a ação como um todo me lembra aquelas faixas implorando empregos em agências de publicidade nos anos 90.

Talvez funcione (ou não).

UPDATE: mais de 20 dias depois, ainda não funcionou

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16/16/07 Resolvido: Internet Bloqueada na empresa não é mais um problema

Como deu para perceber no últimos 2 posts, bloquear internet[bb] no trabalho não é efetivo se os funcionários são minimamente inteligentes (ou seja, sabem usar o google). Então resolvi ajudar Darwin e impulsionar a evolução no CPD listando alguns sites que prestam um grande serviço para a humanidade que tem problemas com sites bloqueados na empresa:

Goowy Webtop - Este servigo funciona mais ou menos como um sistema operacional online, feito todo em flash. Dentro do Goowy funcionam
- Cliente de e-mails para até 5 e-mails diferentes;
- Calendário;
- Agenda de contatos;
- Um messenger que permite usar a sua conta do MSN, ICQ e Google Talk (jabber), que tem inclusive emoticons;
- Jogos em flash;
- Diversos ‘Minis’ ou widgets, ou seja, pequenos programas que ficam no desktop.

Alêm disso, uma parceria com o Box.net dá 1Gb de armazenamento grátis , que pode ser usado para armazenar por exemplo arquivos de mp3. Você pode baixar as mp3 e ouvir no seu computador ou usar o Mp3 Player do próprio Goowy.

Meebo - Conhecido serviço que permite usar diversos mensageiros instantâneos de uma vez só (MSN, Google Talk, ICQ, Yahoo!Messenger).

Guardster - É um web proxy, e como tal permite navegar em qualquer site sem que eles constem nos logs (listas de quais sites foram acessados). Além disso, serve para burlar bloqueios que restringem o acesso à sites através do endereço, já que o endereço da página que você tentar abrir sempre vai aparecer como http://www.guardster.com/_Um_Monte_de_Numeros.

Multiply - A principio é só mais uma rede social (tipo o Orkut). Só que desde muito cedo sempre contou com a opção de armazenar muitas fotos (antes do flickr ser popular era a melhor alternativa), vídeos e mp3. Por isso, apesar da busca de mp3 do site ser precária, ele é uma alternativa para baixar mp3 sem ter de usar o soulseek ou o emule. Outros sites que permitem o download de mp3 são o PureVolume, MySpace e Trama Virtual, que apesar de ser o paraíso das bandas emos nacionais tem muito mais coisas.

Pandora - Permite que você monte sua rádio online, baseado nos seus gostos, de um jeito muito mais interessante do que o last.fm. Já foi explicado neste post.

Gambiarras: Esse site explica como fazer o seu msn funcionar dentro do Gmail, usando um transport e o programa PSI para fazer as configurações. Eu usei essa gambiarra por um longo tempo, com o MSN e o ICQ e funciona bem.

[BL]Mp3 Player[bb], Computador, Notebook, Empregos[/BL]

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