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21/21/07 Votos Natalinos Para Quem Precisa

O mundo anda de mal à pior, dizem, e eu acredito. E sei até de quem é a culpa. A gente fala do Bush, das guerras, do aquecimento global e esquece que tão perto de nós vivem exemplos de depravação, vício, destruição. Bender, que o espirito santo toque seu coração esse ano e você deixe de ser sempre assim:

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São os sinceros votos dessa amiga de blogs.

p.s.: esse post é uma piada interna.

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13/13/07 Meme - 10 (ou 7) brinquedos que brincamos até quebrar

Brinquedo de morder, brinquedo para olhar, com qual brinquedo eu começo à brincar?” Fui convidada pelo Cobra para falar sobre os brinquedos que eu mais brinquei na minha infância. A primeira reação foi: “Eu brinquei com alguma coisa que não fosse video-game?”. E a segunda foi ver que eu sou um exemplar bem estranho da minha geração. Desde que eu aprendi que X pula, video-games foram presença constante mas os demais brinquedos eram, por assim dizer, bem analógicos.

1 - Blocos de Montar: Eu tinha um único mas muito bem aproveitado balde de Lego[bb]. Eu fazia cidades, carrinhos, até mastigava algumas peças. Eu gostava também do “brincando de engenheiro“, que são uns blocos com textura de parede de tijolinho, com pontes, telhados, tudo com uma cara meio Londres do século 19.

2 - Combo Livros de Colorir & Giz de Cera: Quando surgiu o Real e o dólar ficou barato, minha mãe investiu os melhores 4 dólares da vida dela: foi em uma Dolar’s Day e me comprou uma caixa de giz com 64 cores e um livro de colorir de 300 páginas. Acho que eu nunca acabei de pintar o livro mas ele me proporcionou bastante diversão e o melhor: bastante paz para o resto do mundo.

3 - Canetinhas Papermate: Haviam várias versões. Algumas completamente normais, outras que uma canetinha “mágica” mudava a cor do desenho feito com as outras canetinhas. Como eu nunca soube desenhar decentemente essas canetinhas junto com algumas caixas de camisa faziam notebooks, com caixas de sapato fazia casa para meus bonecos-miniatura de kinder-ovo… e , opa, item 3

4 - Miniaturas Kinder Ovo: Se criança já gosta de chocolate, chocolate que vem com brinquedo é melhor ainda. A tática era sempre pegar os mais pesados, achando que viria uma das miniaturas das mais bonitas. Claro que isso é furada, porque o que pesava mais eram os brinquedos que tinham imã dentro e nunca a tal miniatura mas as vezes eu acabava pegando um nem tão pesado e dava certo.

5 - Patins In-Line: Como boa criança da cidade grande, que morava em plena radial leste, eu só andava de patins[bb] nas pistas montadas nos shoppings. Mas ainda assim eu gostava, achava legal ficar andando em círculos por uma hora.

6 - Chega de coisas monótonas que não piscam, não fazem barulho, não usam eletricidade! A verdade é que os brinquedos acima nunca tiveram uma importância tão grande quanto meus jogos eletrônicos. De Tetris ao meu Playstation 2[bb], começando com o Atari, passando por um pOlystation e o Intenational SuperStar Soccer, acho que passei metade do meu tempo dedicado à entretenimento (não só da infância) na frente de algum jogo. Os jogos mais jogados foram: Tetris (minigame), Age II (PC), Gex (3DO), Crash Bandicot (PSX) e recentemente Ragnarok, porque a infância não acabou ainda.

7 - Fitas: Fitas não são exatamente um brinquedo mas eu as tratava como tal. Nunca tive um “Meu Primeiro Gradiente” mas com 9 anos ganhei um rádio com tape deck e fazia coletâneas de rock gravando músicas direto da rádio 89, que na época tocavaoffspring[bb] e shelter. Além disso, ficava gravando clipes da MTV, enchendo fitas com 6 horas de todas as tosqueiras possíveis. Era meu YouTube.

É, bem estranho uma lista de uma moça que não brincou de Barbie mas é verdade. Eu gostava mais do Colossus, aquele carrão de controle remoto do que de bonecas. Até porque sou da geração “Boneca assassina da Xuxa” e tinha medo das bonecas resolverem sair andando, falando e estrangulando por ai.

E você, brincava de que? A Luciana vai ser a próxima à contar, em algum dia de folga.

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1/01/07 Meme: ética blogueira

Ética blogueira? Fui convidada pelo Gilberto para falar sobre o assunto mas ainda acho que é um assunto que não existe. Existe a ética do autor, que é a mesma que ele usa no blog, na fila da padaria e na hora de pagar o imposto de renda. E por isso mesmo é muito mais pessoal do que um “padrão da classe” ou da “blogosfera”.

Mas existem alguns valores que podem ser ditos como éticos que eu tenho para mim e que acho que não fariam mal se fossem adotados por mais gente. Seguem:

1 - Seja sincero no que você faz. Não importa a motivação de alguém para ter um blog, o importante é só não tentar “maquea-la” para parecer uma motivação mais nobre ou mais aceitável. Se é um blog para atrair mulher, ganhar dinheiro, desabafar, inflar seu egos, não importa, o que importa é ser fiel à sua motivação (o que não significa que ela não possa mudar).

2 - Não seja chato com o que os outros fazem. Pipocam blogs por ai que tem como intuito único e exclusivo gerar dinheiro para o autor. E pipocam críticos à essa motivação, sendo alguns coesos, outro apenas crianças invejosas. Criticas ao modelo atual de anúncios estilo AdSense, que ele vai para o saco logo, e etc. são análises de mercado. Quase todas as outras, especialmente as que reclamam sobre o uso ‘incomum’ de fatos e notícias para atrair visitas, me parecem críticas tolas.
Você não vai na casa da sua vizinha na hora da janta e depois fica na rua falando para as outras vizinhas o quanto ela cozinha mal, porque isso não parece eticamente certo, não deveria fazer o mesmo com o trabalho dos outros.

3 - LINKE! Não dói. Copiar textos ou repassar informações sem os devidos créditos é anti-ético e isso já bastaria. Mas além disso, dar boas referências para quem quer se aprofundar num tema facilita a vida do leitor e aumenta a credibilidade do que você escreve.

4 - Saiba quando e o que inventar. O Phillipe inventa algumas coisas bem bacanas (como o boneco do John Locke e alguns textos muito surreais). Numa época várias pessoas insistem em ler notícias, fazer repost delas e comentar, sem acrescentar quase nada, isso é uma qualidade estupenda. Em contrapartida, inventar notícias é completamente errado, feio e bobo. Lançar boatos pode até ser interessante, especialmente se for sobre o lançamento do video-game da apple previsto para 2008 ou outros boatos que sejam inócuos.

5 - Metalinguistica é uma praga. Blogs que falam demais sobre blogs limitam seu público à blogueiros. Pessoas normais (inclusive alguns blogueiros como eu) acham essas profundas e perocupadas análises sobre a blogosfera, seu papel, etc etc, um tédio. E não é raro ver blogs que parecem querer (ou poder) atingir muito mais gente que meia dúzia de blogueiros assinando seus atestados de ostracismo com posts e mais posts metalinguisticos.

Como esse post. =D

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22/22/07 Ele quer um emprego na Google (e quem não quer?)

Hoje, eu não me acho mais uma idiota. Pelo menos por alguns segundos.
Nunca me faltou emprego. Alias, acho que a crise de desemprego no Brasil, bem como a dengue, chifre e peitos grandes são meramente psicológicos, já que eu nunca tive problemas para arrumar emprego, bem como nunca tive nem dengue, nem uma bela galhada e nem “travesseirinhos do amor” tamanho GG.

Mas apesar de toda essa facilidade de arrumar trabalho (o que engloba empregos e freelas) eu sempre digo que, independente do salário e do que eu esteja fazendo, eu queria muito trabalhar na Google. Até mandei currículo para lá uma ou duas vezes e obviamente, não deu em nada (se tivesse dado certo eu não teria que compartilhar minhas angústias sobre corporações Vs. nerds ou como navegar na internet bloqueada). E nunca passou disso: um desejo com pequeninas tentativas de realização. Mas esse cara foi longe: Fábio Ricotta criou um blog-curriculo-propaganda como parte dos seus esforços para ter um emprego na Google, com direito à vídeo estilo “eliminatórias do Big Brother Brasil”.

O site é feio, muito feio, o que denota que provavelmente o sr. Ricotta é um bom programador mesmo. O vídeo eu não assisti e a ação como um todo me lembra aquelas faixas implorando empregos em agências de publicidade nos anos 90.

Talvez funcione (ou não).

UPDATE: mais de 20 dias depois, ainda não funcionou

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14/14/07 10 Coisas básicas para que geeks amem seus empregos

Hoje me deparei no prática com um texto intitulado 10 Coisas básicas para que geeks amem seus empregos ou alguma coisa parecida.

Primeiro eu lí e achei interessante porque o texto fala o óbvio mas este óbvio as vezes é difícil de ser expressado. Depois, refletindo mais um pouco, pensei: “Não é o obvio justamente para quem tem poder para gerar ou não estas condições ideais de trabalho”. Porque? Simples.

Creio que há algumas profissões onde a maioria dos profissionais são realmente apaixonados pelo que fazem. São as “profissões dos sonhos” que nem todos conseguem seguir. Pode parecer preconceito mas eu não imagino como alguém de 16 anos de idade, sentado com os amigos pensando sobre o que fazer na faculdade, desejando fazer administração de empresas para poder cuidar das contas à pagar da empresa. Só que eu antes disso já sabia que ia acabar tendo um futuro profissional de nerd e foi assim com diversos bons profissionais que eu conheço. Eles sabiam o que queriam desde ’sempre’ porque eram apaixonados por coisas nerds desde sempre.

Eu hoje, 4 anos depois de ter entrado nesse mundo, ainda gosto bastante do que eu faço, mesmo que nesse tempo tenha conhecido muitas das coisas ruins da profissão. Alias, eu amo o que eu faço independente de onde eu faça e se algum tapado atrapalhar meu trabalho (algum gerente \ chefe \ cliente) eu simplesmente pego meu Tux e minha mochila e saio andando. Afinal, emprego na área de TI felizmente não está em falta, justamente porque bons geeks estão em falta. Então não custaria nada cuidar bem destes seres, especialmente porque a maioria das atitudes do artigo consiste em não fazer absolutamente nada. Apenas não interfira na criação e manutenção do eco-geek-sistema e não deixe o café acabar nem insista em economizar nisso. O quilo do pó de café não passa dos 6r$, a hora do geek passa disso fácil fácil. Além do café, máquinas decentes (e OSs decentes, o que varia na opinião de cada geek) também são essenciais à produtividade e economizar um pente de memória ou obrigar um geek a usar um OS que ele odeia são economias \ medidas burras e nocivas à produtividade. O resto, está no texto da Renata.

Se você é um geek infeliz, tente entregar este texto às autoridades (incompetentes na forma de sugestão. Se você é um empregador que acredita que sua empresa oferece estes 10 itens, e-mail me e a gente conversa. Se você é empregador e não sabe se está fazendo direito, presto consultoria baratinho então e-mail me também =).

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