“Brinquedo de morder, brinquedo para olhar, com qual brinquedo eu começo à brincar?” Fui convidada pelo Cobra para falar sobre os brinquedos que eu mais brinquei na minha infância. A primeira reação foi: “Eu brinquei com alguma coisa que não fosse video-game?”. E a segunda foi ver que eu sou um exemplar bem estranho da minha geração. Desde que eu aprendi que X pula, video-games foram presença constante mas os demais brinquedos eram, por assim dizer, bem analógicos.
1 - Blocos de Montar: Eu tinha um único mas muito bem aproveitado balde de Lego. Eu fazia cidades, carrinhos, até mastigava algumas peças. Eu gostava também do “brincando de engenheiro“, que são uns blocos com textura de parede de tijolinho, com pontes, telhados, tudo com uma cara meio Londres do século 19.
2 - Combo Livros de Colorir & Giz de Cera: Quando surgiu o Real e o dólar ficou barato, minha mãe investiu os melhores 4 dólares da vida dela: foi em uma Dolar’s Day e me comprou uma caixa de giz com 64 cores e um livro de colorir de 300 páginas. Acho que eu nunca acabei de pintar o livro mas ele me proporcionou bastante diversão e o melhor: bastante paz para o resto do mundo.
3 - Canetinhas Papermate: Haviam várias versões. Algumas completamente normais, outras que uma canetinha “mágica” mudava a cor do desenho feito com as outras canetinhas. Como eu nunca soube desenhar decentemente essas canetinhas junto com algumas caixas de camisa faziam notebooks, com caixas de sapato fazia casa para meus bonecos-miniatura de kinder-ovo… e , opa, item 3
4 - Miniaturas Kinder Ovo: Se criança já gosta de chocolate, chocolate que vem com brinquedo é melhor ainda. A tática era sempre pegar os mais pesados, achando que viria uma das miniaturas das mais bonitas. Claro que isso é furada, porque o que pesava mais eram os brinquedos que tinham imã dentro e nunca a tal miniatura mas as vezes eu acabava pegando um nem tão pesado e dava certo.
5 - Patins In-Line: Como boa criança da cidade grande, que morava em plena radial leste, eu só andava de patins nas pistas montadas nos shoppings. Mas ainda assim eu gostava, achava legal ficar andando em círculos por uma hora.
6 - Chega de coisas monótonas que não piscam, não fazem barulho, não usam eletricidade! A verdade é que os brinquedos acima nunca tiveram uma importância tão grande quanto meus jogos eletrônicos. De Tetris ao meu Playstation 2, começando com o Atari, passando por um pOlystation e o Intenational SuperStar Soccer, acho que passei metade do meu tempo dedicado à entretenimento (não só da infância) na frente de algum jogo. Os jogos mais jogados foram: Tetris (minigame), Age II (PC), Gex (3DO), Crash Bandicot (PSX) e recentemente Ragnarok, porque a infância não acabou ainda.
7 - Fitas: Fitas não são exatamente um brinquedo mas eu as tratava como tal. Nunca tive um “Meu Primeiro Gradiente” mas com 9 anos ganhei um rádio com tape deck e fazia coletâneas de rock gravando músicas direto da rádio 89, que na época tocavaoffspring e shelter. Além disso, ficava gravando clipes da MTV, enchendo fitas com 6 horas de todas as tosqueiras possíveis. Era meu YouTube.
É, bem estranho uma lista de uma moça que não brincou de Barbie mas é verdade. Eu gostava mais do Colossus, aquele carrão de controle remoto do que de bonecas. Até porque sou da geração “Boneca assassina da Xuxa” e tinha medo das bonecas resolverem sair andando, falando e estrangulando por ai.
E você, brincava de que? A Luciana vai ser a próxima à contar, em algum dia de folga.
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